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Imagem de Joao Maia tirando fotos com seu smartphone usando o fone de ouvido, logo usa o som como referência. AFP '' Joao Maia tira fotos com seu smartphone usando o som como referência durante os Jogos Paraolímpicos Rio 2016

Blind Brazilian photographer Joao Maia takes pictures with his smartphone using the sound as a reference during the Rio 2016 Paralympic Games in Rio de Janeiro, Brazil on September 9, 2016. 41-year-old Maia lost his sight at age 28 due to an affection of the uvea. This is the first sportive event y covers as a photographer. / AFP / CHRISTOPHE SIMON (Photo credit should read CHRISTOPHE SIMON/AFP/Getty Images)

Athletes aren’t the only people defying the odds at the 2016 Paralympics.

Joao Maia, a photographer who is visually impaired, is covering the international sporting event in Rio by taking beautiful photos.

He is the first photographer with visual impairments to cover the Paralympic Games, according to the below video by Rio 2016.

You don’t need to see to take photographs. My eyes are in my heartJoao Maia

“You don’t need to see to take photographs. My eyes are in my heart,” Maia told Firstpost, an Indian news organization.

Maia, 41, is a former postman from Sao Paulo, Brazil. He lost his sight when he was 28 after developing uveitis, an inflammation of the middle layer of the eye. He can now only see some shapes and colors when he’s close up.

“My life is a huge water color painting,” he explained in the above video.

While Maia learned Braille and how to use a cane, he developed an interest in photography. He explains to World is One News, an international English-speaking news source, that photography allows him to express himself.

 “I think photography gives me the opportunity to tell people I am visually impaired, that I exist, that I am here. I am registering what I see, in my way: out of focus [and] blurry. But, the way I see it, photography gives shape to my view.”

CHRISTOPHE SIMON VIA GETTY IMAGES
Brazilian photographer Joao Maia.

Maia started taking pictures with a traditional camera but now uses a smartphone to snap his photos, which helps with focusing.

According to Rio 16’s video, Maia also relies on able-sighted people around him for help. He asks them questions such as what the athlete looks like and what they are wearing.

He then looks for a color contrast he likes or the right moment, and then starts snapping away.

“When I am close enough I feel the runners’ heartbeats, their steps and then I’m ready to take the picture,” he told Firstpost but admits that he still has his struggles. “But with noise and distance I find it difficult.”

He also gets help from others in regards to editing and posting his photos to social media, like his Instagram, according to the outlet.

Yet, the photos are still his own. He told Firstpost:

“It’s not just action I want to capture but the intimacy.”

See some of Maia’s photography below:

Fonte: The Huffingtonpost 

João Maia segurnado uma camera profissional de blusa vermelha e colete marrom entre 2 homens o da esquerda é moreno veste blusa azul e usa um óculos e o da direita  possui barba branca veste blusa preta e um colete verde

Meet Joao Maia, the visually impaired photographer breaking boundaries at the Paralympics

You’d be forgiven for thinking it was just the athletes who were providing the inspiration in Rio this summer.

But if you were to look to the sidelines, taking pictures of the athletes throughout the Paralympic Games is Joao Maia, the first visually impaired photographer to officially cover the event.

Maia can see only around a metre in front of him. With his vision blurred and coloured, he often asks people nearby to describe the scene around him.

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Maia says that colour contrast is hugely important to him, joking that people in yellow swimming caps make him happy.

The result is some stunning photography.

Supremely impressive work, Joao.

Imagem de João Maia trabalhando em estádio no Rio2016  sentado de costas para um painel azul sorrindo e segurando a câmera profissional com uma lente fixa de 300 mm da série branca da Canon . João usa camiseta verde e colete de imprensa marrom.

Não precisa ver, ele fotografa com o coração

É cego, mas isso não o impede de tirar boas fotografias. E está a prová-lo nos Paralímpicos do Rio de Janeiro.

Chama-se João Maia. Tem 41 anos. Foi carteiro, mas hoje vive de uma pensão de invalidez. Há mais de uma década diagnosticaram-lhe uma inflamação da úvea, a túnica intermédia dos olhos.

Não tardou a que o mundo ficasse escuro, ainda que, muito de perto, ainda consiga vislumbrar algumas cores e formas.

Mudou de vida, mudou a vida. Aprendeu Braille, mas, sobretudo, conta o enviado da France-Presse ao Jogos do Rio, dedicou-se à fotografia.

“A fotografia é sensibilidade. Acho maravilhoso poder, através dela, mostra o mundo como o “vejo”, como o sinto. Não preciso de ver para fotografar, tenho os olhos do coração”.

Antes dos Paralímpicos 2016, João já havia feito a cobertura de algumas provas de atletismo. Só que essas tinham para ele uma enorme vantagem: o público era pouco, não havia quase barulho, e isso permitia-lhe seguir os atletas “de ouvido”.

Agora, no bulício dos Jogos, diz que o desafio é maior: “Entre o ruído do público e a distância a que fico, não é fácil”.

Mas, tudo se resolve. Tem como “assistente” um telemóvel de última geração que o avisa quando a luz é perfeita e a fotografia vai ficar límpida.

imagem na noite chuvosa do evento teste paralímpico no Engenhão Rio 2016

Captadas as imagens, depois o resto fica por conta de dois companheiros do projeto “Superação-2016”.

“São eles que me ajudam na edição das fotografias e que as publicam nas redes sociais. Eles são os meus olhos”.

Ainda de dedo pronto para continuar a fotografar os Jogos do Rio, João Maia já tem outros planos. Diz que vai aprender inglês para cobrir os Paralímpicos de Tóquio, daqui a quatro anos.

“Havemos de lá estar, pelo menos em sonhos”.

 Fonte: TSF 

Brazil: Meet Joao Maia, a photographer “who shoots what he can’t see”

Imagem de João Maia de Costas tirando foto do Smartphone da escultura Rio2016

 

A visually impaired photographer Joao Maia, has made a name covering the ongoing paralympics. Maia lost his sight 12 years ago after suffering from an eye infection.

He later learnt how to use a cane and braille before developing an interest in photography.

From a traditional camera, he now uses the latest generation smartphone with excellent focusing options.

“I think that the photo allows me show people that I exist. I record what I see in my own way. People see my photos and say they are good. You have succeeded in capturing something that I would not have succeeded in doing,” Joao Maia said.

Joao has good hearing skills which allow him to trigger his camera at the right time. When he is close enough, he feels the heartbeats and steps of the runners and then proceeds to take the picture.

“Despite his visibility difficulties, he immortalizes sports moments of great events difficult to be captured by those who see. And Joao captures it in an unbelievable natural manner as if the photo was in him,” Ricardo Rojas, who works closely with him said.

Joao Maia says his next challenge is to learn English which will enable him cover other important events out of Brazil.

 

 

Fonte: Africa News

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João Maia, o fotógrafo cego dos Jogos Paralímpicos Rio-2016, vai além de sua deficiência

Foto de João Maia sorrindo com uma câmera profissional de blusa verde e colete dentro de um estádio dos jogos paralímpicos 2016

“Uma experiência sensorial e sonora incrível” é como João Maia descreve seu trabalho nos Jogos Paralímpicos Rio-2016, como fotógrafo. Mas o piauiense de Bom Jesus se destaca dos demais profissionais da imagem não só pela competência, mas por um detalhe: é cego.

— O principal é poder fotografar com o olhar do deficiente. É uma fotografia cega, porque só consigo ver vultos e cores fortes a até um metro de distância. Depois, só vejo chuviscos como em imagens de TV fora do ar — explica Maia, que perdeu a visão aos 28 anos, após uma inflamação ocular.

2 corredores na pista, um cego com blusa predominante vermelha e short verde e um guia com blusa laranja e short vermelho
Um dos cliques de Maia, que só enxerga vultos e cores fortes Foto: Reprodução / Instagram / João Maia

 

Antes de ficar cego, ele era funcionário do Correios, origem de sua pensão por invalidez. É esse rendimento que permite Maia fotografar, já que ainda não consegue viver apenas deste trabalho.

— Espero que, depois dos Jogos, as pessoas reconheçam meu trabalho — diz ele, que chegou à Paralimpíada para participar do projeto “Superação”, da Mobgraphia, cujo principal objetivo é retratar as competições com um telefone celular.

Foto feita na prova de triatlo para deficiente visual. Vindo da direita para esquerda, atletas mulheres em uma bicicleta de dois lugares na cor azul, com a roda dianteira raiada e a traseira fechada com tampão corta vento na cor preta. A atleta que guia a bicicleta tem pele bronzeada, veste maiô vermelho e amarelo e usa capacete branco. A atleta sentada atrás tem pele muito branca, veste maiô da mesma cor da companheira e capacete nas cores vermelho e amarelo. Delimitando o traçado do circuito existem divisórias plásticas na cor verde claro e ao fundo estão os prédios da orla de Copacabana.
Maia compartilha suas fotos em seu Instagram Foto: Reprodução / Instagram / João Maia

A preocupação com quem perdeu a visão (ou parte dela) está presente no trabalho de Maia. Em seu perfil no Instagram — @joaomaiafotografo —, ele publica todas as suas fotos com a descrição das imagens.

João Maia trabalhando no Rio2016 sentado de costas para um painel azul olhando no visor da câmera profissional com uma lente fixa de 300 mm da série branca da Canon e um Smartphone com fone de ouvido . João usa camiseta verde e colete de imprensa marrom. Ao lado um senhor com camiseta cinza e colete de imprensa marrom.
João está fotografando na Rio-2016 Foto: Marcelo Theobald / Agência O Globo

Na Rio-2016, o que ele mais gostou de fotografar foram as partidas de futebol de 5 e goalball, além do atletismo, porque já foi atleta do arremesso de peso.

— Clico os momentos de alegria do público e dos atletas. Quando os torcedores começam a fazer hola, viro a máquina e disparo — conta Maia: — O barulho que eles fazem, para quem é deficiente visual e tem uma audição apurada, é indescritível, sensacional.

Fonte: Extra

Jogos Paralímpicos Rio-2016 pelas lentes de um fotógrafo cego

”Não preciso ver para fotografar, tenho os olhos do coração”, disse João Maia

/ Foto: CHRISTOPHE SIMON / AFP

Matéria postada no site JC.

Fonte: JC

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