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Não há exagero em dizer que João Maia é um exemplo. A história de João é uma completa manifestação de arte, humanidade, convicção e vida. Acometido de uma doença, João se tornou deficiente visual aos 28 anos.

Mesmo sabendo de toda a readaptação que ele teria de passar e das dificuldades de vivência numa sociedade que engatinha quando o assunto é inclusão e acessibilidade, João tomou novas rédeas e rumou para sua independência. Mais que isso: João rompeu suas próprias expectativas, trouxe o melhor de si e dedicou-se ao sonho antigo de se tornar fotógrafo profissional.

Conseguiu e com muito êxito.

João não só se tornou profissional da imagem como foi o primeiro fotógrafo deficiente visual a registrar uma paralimpíada. Isso aconteceu nas Paralimpíadas do Rio, em 2016. Sua presença foi um sucesso absoluto e é claro que João já está pensando nas Paralimpíadas de Tóquio, em 2020.

Sua história tornou-se conhecida no mundo inteiro, e como faz questão de dizer, seus equipamentos são todos Canon.

João concedeu uma entrevista ao Canon College e falou sobre sua vida, carreira, técnica e inspiração. Confira.

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CANON COLLEGE João, quando foi e o que ocorreu para que você se tornasse deficiente visual?

JOÃO MAIA Eu me tornei deficiente visual em 2004, aos 28 anos. Isso ocorreu devido a uma uveíte bilateral, uma inflamação em alto grau que destrói todo o olho. Nesse caso, houve um descolamento de retina e perdi completamente a visão do meu olho direito. Já no olho esquerdo, tive uma lesão no nervo ótico, resultando em baixa visão. Enxergo apenas uma pequena relação de cores e muitos vultos.

 

CANON COLLEGE Qual foi o seu primeiro contato com a fotografia?

JOÃO MAIA Ainda enxergando, aos 14 anos, fazia um curso técnico de agropecuária na Escola Federal, e um professor havia ganhado um prêmio de fotografia. Isso me despertou e, então, comecei a fotografar meus colegas dessa época. O pessoal da escola percebeu meu interesse e começou a me chamar para fotografar os eventos internos, e foi aí que começou a minha paixão pela fotografia.

Em 2008, já deficiente visual, fiz um curso de fotografia especializado em deficientes visuais e aprendi e desenvolvi técnicas que me deram base para ser profissional.

 Atleta de quimono azul, mobilizando atleta de quimono branco no chão. (Foto: João Maia)

CANON COLLEGE Mesmo apaixonado por fotografia, após se tornar deficiente visual, que tipo de técnica você desenvolveu e como faz para fotografar?

JOÃO MAIA Sendo deficiente visual, fotografar para mim é uma experiência sensorial. Eu utilizo principalmente minha audição, olfato e tato. Como disse anteriormente, sou baixa-visão, tenho a percepção de vultos e cores através do olho esquerdo em até 1,5 m. Quanto mais contrastadas forem as cores, melhor para mim. São esses vultos que uso como base.

Toda vez que fotografo, preciso do auxílio de alguém. Usando os esportes olímpicos como exemplo, mais especificamente o atletismo, o assistente irá me dizer o nome do atleta, a posição na raia, a descrição da roupa do atleta etc. A partir daí, é tudo sensorial. Utilizo os sentidos, me localizo e faço os cliques.

Também confio muito na tecnologia da câmera que utilizo. O foco automático, por exemplo, é muito importante para meu trabalho. É necessário ter um foco preciso e rápido para conseguir fazer minhas fotos, e tenho isso nas câmeras Canon.

Utilizo muito o modo esporte que é totalmente automatizado. Quando o ambiente me propicia a trabalhar de forma um pouco mais persoinalizada, utilizo também os modos Tv (prioridade de obturador) e Av (prioridade de abertura).

Também trabalho muito com o autoco AI SERVO, aquele que automatiza o foco da câmera e acompanha o assunto escolhido. O AI SERVO é ótimo para quando o atleta tem movimentos muito rápidos. Sei qua a foto está em foco com o auxílio sonoro que vem do sistema de autofoco da câmera. A tecnologia da câmera me ajuda muito.

 

 4 atletas na pista de corrida, 2 estão com uma blusa azul e verde e óculos escuro , os 2 guias estão de blusas laranja, a dupla do lado esquerdo usa calça preta e a do lado direito short azul(Foto: João Maia)

CANON COLLEGE Como você se especializou na fotografia esportiva?

JOÃO MAIA Antes do início da deficiência, eu era atleta profissional. Disputei campeonatos e cheguei ao torneio nacional de atletismo. O esporte me abriu muitas portas. Foi através dele que ganhei uma bolsa e pude me formar em História e também tive acesso à fotografia. Eu disputava e também fotografava meus colegas.

Após me tornar deficiente visual, descobri, durante minha reabilitação, que poderia voltar a fotografar, mesmo dentro das novas condições. Tudo o que eu aprendia no curso colocava em prática fotografando atletas.

imagem na horizontal com 2 ciclistas em primeiro plano fazendo uma curva fechada, usando capacete vermelho e a de trás preto, maio azul escuro e número 506 pintado nos braços(Foto: João Maia)

CANON COLLEGE Como foi fotografar as Paralimpíadas do Rio e ser o primeiro fotógrafo deficiente a fazer esse registro?

JOÃO MAIA Para mim, foi uma grande honra, pois, de toda a imprensa, o único deficiente visual era eu.

Eu sabia da responsabilidade e, quando cheguei às Paralimpíadas, pensei que seria invisível, mas, logo no segundo dia, um jornalista da AFP, agência francesa de notícias, quis me conhecer, saber do meu trabalho e passou o dia comigo. Esse conteúdo foi divulgado para vários países e em muitos idiomas. Dessa forma, as pessoas foram me conhecendo.

Nesse mesmo dia, tive a chance de fotografar uma atleta francesa no salto. Ela bateu o recorde, e eu consegui registrar algumas fotos enquanto explicava todo o processo ao jornalista também francês. No final, ele comprou minhas fotos e vendeu também para vários países.

A partir daí, não conseguia mais trabalhar, porque todo mundo queria saber quem era o fotógrafo deficiente visual que estava registrando os jogos com tanta sensibilidade. Dei muitas entrevistas e tive de trabalhar dobrado para atender todo mundo.

A minha primeira  grande reportagem nos jogos Paralimpicos Rio 2016, foi uma indicação  de pauta da grande repórter fotográfica: Ana Carolina Fernandes, também conhecida como Cula. Foi bem legal!

Em resumo, fotografar nos jogos foi algo indescritível. Tive a oportunidade de fotografar o futebol de 5, que é o futebol adaptado para deficientes visuais, no qual a bola possui um guizo para sonorizar sua posição. Foi incrível! A plateia toda em silêncio para não atrapalhar os jogadores que utilizam a audição para jogar, e eu pude acompanhar bem com minha câmera. O mesmo aconteceu com o golbol, um esporte criado para cegos.

Foi realmente incrível mostrar tudo isso com a minha sensibilidade, porque, no final, fotografia é isto: expressar sua sensibilidade

 imagem de um homem branco segurando uma bola azul. usando um oculos, um casaco cinza e vermelho, com uma calça preta. atrás um gol(Foto: João Maia)

CANON COLLEGE – Você tem outros temas fotográficos, além do esporte?

JOÃO MAIA – Sim, gosto muito de fotografar pessoas em retratos. É sempre bom experimentar novas áreas dentro da fotografia.

 foto de um menino  sorrindo com efeito preto e braco(Foto: João Maia)

CANON COLLEGE Quais equipamentos Canon você utiliza hoje?

JOÃO MAIA Tenho uma Canon EOS 70D, porque ela tem um foco bem preciso e rápido para esporte, uma lente EF 50 mm f/1.8 STM e a lente do kit, a EF-S 18-135 mm f/3.5-5.6. Além disso, tenho um tripé e um flash também Canon.

Em eventos grandes, como as Paralimpíadas, costumo alugar outras lentes. Gosto muito da EF 70-200 mm f/2.8 L USM e o meu sonho de consumo que é a EF 100-400 mm F/4.5-5.6L IS II USM.

A Canon está comigo desde meus primeiros passos na fotografia. Assim que me tornei deficiente e comecei o curso, um amigo, Edson, me deu de presente uma Rebel XS e depois conquistei a Canon EOS 70D, que é o meu xodó.

 foto de um atleta na areia com olhos vendados usa uma blusa vermelha(Foto: João Maia)

CANON COLLEGE Existem cursos de fotografia específicos para deficientes visuais?

JOÃO MAIA Sim, existem.

Em 2004, quando me tornei deficiente visual, um amigo me disse que havia um curso de fotografia para deficientes visuais e eu fiquei muito feliz, porque poderia voltar a um sonho antigo. Quando você se torna deficiente, pode vir a tristeza, a depressão… Com o curso, eu poderia voltar à fotografia.

Fiz o curso de Alfabetização Visual no Senac. É um curso livre que faz parte da própria graduação de fotografia. E é realmente uma troca. O curso tem uma metodologia própria e é bem legal.

Depois fiz um curso no MAM específico para deficientes visuais e, por fim, outro na Pinacoteca do Estado.

Eu acho que a gente não pode parar. A fotografia é viva, e a gente precisa aprender. Quanto mais você tem a troca, a experiência, melhor você aprende. Isso traz vivência e o trabalho fica melhor.


CANON COLLEGE
Qual mensagem você acha que seu trabalho deixa para as pessoas com ou sem deficiência?

JOÃO MAIA Eu acredito que todos somos capazes, deficientes ou não. Porque, acima de tudo, fotografia também é inclusão. Se estou tendo essa oportunidade de mostrar meu trabalho e estar inserido nesse mercado, isso significa inclusão, é oportunidade de trabalho. Isso é oportunidade de ter dignidade.

Quero mostrar que as pessoas com deficiência são capazes, muitas vezes, elas só precisam das ferramentas certas para produzir, para que possam ser verdadeiramente incluídas na sociedade e ter o respeito dos outros.

No Brasil, há mais de 6 milhões de pessoas com deficiência visual, por isso, quero dizer que elas são capazes. Quero que minha história mostre a elas que são capazes e que é possível alcançar os sonhos. Consegui um deles, que foi fotografar os Jogos Paralímpicos do Rio, mas já tenho um novo que é chegar a Tóquio em 2020. Essa é minha meta.

Meu desejo é que apareçam outros como eu, pois somos muito capazes.

 Prova natação: atleta aparece somente a cabeça e o braço levantado, usando touca na cor amarela e cor da pele parda. água na cor azul e arraia na cor vermelha. (Foto: João Maia)

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João Maia está empenhado para alcançar suas metas e chegar a Tóquio em 2020.

Para conhecer o trabalho de João Maia, acesse www.fotografiacega.com.br ou @joaomaiafotografo no Instagram e veja como o mundo e a fotografia podem ser inclusivos.

 

Fonte: Canon College

Imagem da tela do video do Globo News aonde a repórter é gravada por João Maia

Imagem da tela do video do Globo News aonde a repórter é gravada por João Maia

Fotógrafo cego vai cobrir a Paralimpíada

Assista o Vídeo clicando aqui

João Maia segurnado uma camera profissional de blusa vermelha e colete marrom entre 2 homens o da esquerda é moreno veste blusa azul e usa um óculos e o da direita  possui barba branca veste blusa preta e um colete verde

Meet Joao Maia, the visually impaired photographer breaking boundaries at the Paralympics

You’d be forgiven for thinking it was just the athletes who were providing the inspiration in Rio this summer.

But if you were to look to the sidelines, taking pictures of the athletes throughout the Paralympic Games is Joao Maia, the first visually impaired photographer to officially cover the event.

Maia can see only around a metre in front of him. With his vision blurred and coloured, he often asks people nearby to describe the scene around him.

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Maia says that colour contrast is hugely important to him, joking that people in yellow swimming caps make him happy.

The result is some stunning photography.

Supremely impressive work, Joao.

Deficiente visual fotografa Paralimpíadas

Foto feita na prova de triatlo para deficiente visual. Vindo da direita para esquerda, atletas mulheres em uma bicicleta de dois lugares na cor azul, com a roda dianteira raiada e a traseira fechada com tampão corta vento na cor preta.  A atleta que guia a bicicleta tem pele bronzeada, veste maiô vermelho e amarelo e usa capacete branco. A atleta sentada atrás tem pele muito branca, veste maiô da mesma cor da companheira e capacete nas cores vermelho e amarelo. Delimitando o traçado do circuito existem divisórias plásticas na cor verde claro e ao fundo estão os prédios da orla de Copacabana.

DISCRIÇÃO DA IMAGEM:  Foto na horizontal atleta em movimento de corrida na pista de cor vermelha com listras brancas.  DISCRIÇÃO DO ATLETA:  Atleta em primeiro plano de cor de pele negra, trajando uma regata verde florescente com short azul escuro e tênis laranja, em segundo pleno dois atletas desfalcados, com céu azul.

Descrição da imagem pra cego ver: Imagem na horizontal do atleta Daniel Dias em plano americano, em posição lateral com rosto ligeiramente virado para a esquerda, usando cabelo raspado, cor da pele branca, com sorriso largo, com camiseta do Brasil verde de podiam, com a medalha de ouro no peito é o mascote dos jogos na mão e em segundo plano a torcida na arquibancada ligeiramente desfocada. Maior medalhista brasileiro paralimpico... Daniel Dias!

A deficiência visual não é barreira para fotografar profissionalmente João Batista da Silva ( foto acima) , 41 anos, é morador do Brás em São Paulo, capital – aluno de fotografia eduK há 1 ano e meio.

Descrição da imagem pra cego ver: Imagem do símbolo paralimpico escultura com três elementos em formato de meia lua com dois em pés e um deitado. A meia lua em pé a extrema esquerda vermelho. Logo ao lado direito o outro elemento em pé é azul e o terceiro mais à direita, deitado é verde. Os três emento estão presos em uma base retangular de madeira marrom sobre o piso na cor alaranjada. Ao fundo o céu azul com algumas nuvens esbranquiçadas

Descrição da imagem pracegover: imagem na horizontal com ciclista em primeiro plano fazendo uma curva fechada, usando capacete azul e branco, camiseta predominantemente branca com manga curta azul escuro e número 56 prezo nas costas, bermuda preta, sapatilha verde bem claro e detalhes escuros, quadro da bicicleta predominantemente vermelho com detalhes pretos e amarelos.

Descrição #pracegover  No primeiro plano, jogador de pele Clara sentado em uma cadeira de rodas apropriada para a pratica do rugby em cadeiras de roda, vestindo uniforme vermelho e calça preta, em deslocamento com a cadeira de rodas cinzas em alta velocidade, ao fundo outro jogador da mesma equipe em movimento. Neste segundo plano onde está o companheiro de equipe esta desfocado dando sensação de puro movimento.

João perdeu a visão aos 28 anos por consequência de uma uveíte bilateral. A doença deixa sequelas que só são constatadas tempos depois e, no caso de João, o olho direito teve descolamento de retina, além de zerar a pressão ocular e no esquerdo, uma lesão no nervo ótico o deixou com a visão muito baixa. Hoje ele percebe vultos, cores e formatos (quando estão bem definidos e próximos).

Na adolescência e juventude, João foi atleta e treinou para participar de Olímpiadas: praticava lançamento de peso, dardo e disco. A deficiência visual atropelou o sonho, mas ele superou, se entregou para a fotografia e, em setembro próximo, João vai fotografar as Paralimpíadas Rio 2016 e será o primeiro fotógrafo com deficiência visual a cobrir o evento. Ele utiliza um aplicativo de celular que o direciona de toda a cena da foto por voz e atende ao comando dele para os cliques, além de câmeras convencionais de fotografia profissional.

No primeiro plano,bola de goolbol azul flutuando em alta velocidade, à frente do jogador. Cor da pele morena, cabelos pretos, vestindo uniforme na cor vermelha, com calças pretas , em posição de ataque agachado com a perna direita levantada e o braço direito à frente fazendo o movimento de lançamento da bola. Ao fundo arquibancada com os torcedores e ao lado direito da imagem a trave.

 Imagem da pista de atletismo do estádio do Engenhão. Em primeiro plano o chão azul claro e logo atrás a pista de atletismo com os atletas , deficientes visuais e seus guias , logo após a linha de chegada da prova dos duzentos metros rasos. São 4 atletas com seus guias. Ao fundo mais acima as luzes do estádio estão acesas e céu escuro da noite.

Foto panorâmica da quadra principal do tênis paralimpico. A imagem mostra uma arquibancada com pouco público e cadeiras mas cores amarelo , laranja e vermelho, ao centro da imagem a quadra aparece enfestais na cor verde. Nas laterais da imagem vemos parte da arquibancada com muita sobra

Descrição pra cego ver : Atleta da modalidade de triathlon , com prótese na perna esquerda , pedalando na prova de ciclismo no percurso de corrida com o piso azul bem forte , lodo atrás da bicicleta uma placa baixa nos tons de verde divide as pistas de corrida. Ao fundo uma grade divide a área onde o público assiste e torce para os competidores.

Descrição #paracegover Atleta correndo da esquerda para direita, com prótese nas duas pernas, vestindo roupa de competição azul e usando um boné também na cor azul. Cor de pele clara e cabelos loiros, com o número 203 pintado no braço direito. Ao fundo estão as divisórias de proteção do circuito em verde claro e prédios no último plano.

 

A fotografia entrou na vida de João ainda na adolescência, mas ele mesmo se define como um simples amante da arte desde então. Tem como ídolo e referência Evgen Bavcar (fotógrafo esloveno – deficiente visual – de grande destaque internacional). João acredita que a disponibilidade para estar sempre se atualizando e aprendendo é essencial para fotografar.

Imagem de uma bengala numa calçada de pedras ao fundo carros e pessoas andando

Ao ser diagnosticado com a deficiência visual, aos 28 anos de idade, João perdeu o emprego de carteiro. Passado o período de aceitação, ele se atirou na fotografia: tomou conhecimento sobre maneiras de se aperfeiçoar. Ele é especialista da editoria de esportes e se dedicou a cobrir eventos como o Circuito Caixa de Atletismo: “Como eu já tinha familiaridade com o ambiente, rotina e toda a percepção do atletismo, ficou mais fácil e hoje acabo conseguindo cliques até melhores que os fotógrafos sem deficiência. Eu sei onde e como o atleta estará no momento da largada, da chegada…sei como me posicionar, monto meu tripé com minha DSLR e disparo o automático na hora exata. ”

imagem de baixo para cima de uma calçada de paralelepípedos ao fundo prédios e pessoas andando

João considera a eduK essencial para a carreira dele: “com os cursos eu consigo entender detalhes, voltar a cena e pegar todo o conteúdo com muita facilidade”.

Hoje, com a meta de participar de um evento olímpico alcançada, João estabeleceu outro objetivo: o de levar a fotografia com acessibilidade para todo o país. “Quero montar uma exposição acessível com minhas fotos onde tenham legendas em braile ou relevo para expandir ainda mais este universo e mostrar que a deficiência não é um fim e sim um começo de uma nova vida”.

“Defino fotografia em 3 palavras: luz, conhecimento e oportunidade”, João Batista da Silva, fotógrafo paulistano, 41 anos, aluno eduK. Primeiro deficiente visual a cobrir uma Paraolimpíada.

 

Fonte: Catraca Livre

print da publicação no site O Globo

Paralimpíada do Rio terá fotógrafo cego

Os Jogos Paralímpicos do Rio, que começam em 7 de setembro, terão um fotógrafo… cego. Será o primeiro da história das paralimpíadas. Fã de atletismo, João Maia, piauiense que mora há 20 anos em São Paulo, faz as fotos pelo celular com um aplicativo de comando de voz.

Depois dos Jogos, as fotos serão expostas em evento e vão inspirar um curta-metragem. Ele será entrevistado por Christiane Pelajo, quinta, no Jornal da GloboNews – edição das 16h.

 

Fonte: O Globo 

 

Conheça o Primeiro Fotógrafo Cego a Cobrir as Paralimpíadas

Fonte: Youtube

Deficiente visual vai fotografar Paralimpíadas

A deficiência visual não é barreira para fotografar profissionalmente. João Batista da Silva, 41 anos, é morador do Brás em São Paulo, capital – aluno de fotografia eduK há 1 ano e meio
João perdeu a visão aos 28 anos por consequência de uma uveíte bilateral. A doença deixa sequelas que só são constatadas tempos depois e, no caso de João, o olho direito teve descolamento de retina, além de zerar a pressão ocular e no esquerdo, uma lesão no nervo ótico o deixou com a visão muito baixa. Hoje ele percebe vultos, cores e formatos (quando estão bem definidos e próximos).


A fotografia entrou na vida de João ainda na adolescência, mas ele mesmo se define como um simples amante da arte desde então. Tem como ídolo e referência Evgen Bavcar (fotógrafo esloveno – deficiente visual – de grande destaque internacional). João acredita que a disponibilidade para estar sempre se atualizando e aprendendo é essencial para fotografar.
Ao ser diagnosticado com a deficiência visual, aos 28 anos de idade, João perdeu o emprego de carteiro. Passado o período de aceitação, ele se atirou na fotografia: tomou conhecimento sobre maneiras de se aperfeiçoar. Ele é especialista da editoria de esportes e se dedicou a cobrir eventos como o Circuito Caixa de Atletismo: “Como eu já tinha familiaridade com o ambiente, rotina e toda a percepção do atletismo, ficou mais fácil e hoje acabo conseguindo cliques até melhores que os fotógrafos sem deficiência. Eu sei onde e como o atleta estará no momento da largada, da chegada…sei como me posicionar, monto meu tripé com minha DSLR e disparo o automático na hora exata. ”
João considera a eduK essencial para a carreira dele: “com os cursos eu consigo entender detalhes, voltar a cena e pegar todo o conteúdo com muita facilidade”.
Hoje, com a meta de participar de um evento olímpico alcançada, João estabeleceu outro objetivo: o de levar a fotografia com acessibilidade para todo o país. “Quero montar uma exposição acessível com minhas fotos onde tenham legendas em braile ou relevo para expandir ainda mais este universo e mostrar que a deficiência não é um fim e sim um começo de uma nova vida”.
“Defino fotografia em 3 palavras: luz, conhecimento e oportunidade”, João Batista da Silva, fotógrafo paulistano, 41 anos, aluno eduK. Primeiro deficiente visual a cobrir uma Paralimpíada.

 

 

Fonte: ACEC

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