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Após entrevista para o jornal do SBT, à direita a repórter cor de pele parda, cabelos lisos amarrados, trajando uma camisa polo preta e calça rosa pink com uma mochila vermelha em suas costas, usando também óculos escuro, carregando em suas mão o microfone da emissora. A esquerda o repórter cinematográfico, cor de pele branca, cabelos grisalhos trajando uma camisa polo preta, calça jeans preta carregando em suas mão uma câmera de vídeo, todos com expressão de felicidade.

Câu chuyện cảm động về nhiếp ảnh gia khiếm thị tác nghiệp ở Paralympic

Khả năng nhìn hạn chế khiến Joao Maia không thể tác nghiệp như một nhiếp ảnh gia bình thường. Anh thường phải đứng rất gần các VĐV và sử dụng mọi giác quan để cảm nhận

Có hàng trăm nhiếp ảnh tác nghiệp ở Paralympic Rio 2016, nhưng không ai giống Joao Maia. Người đàn ông Brazil bị mất gần như hoàn toàn thị lực, chỉ nhìn được một vài màu sắc và hình khối ở gần. Tuy nhiên, điều này không thể ngăn cản đam mê cháy bỏng với nhiếp ảnh của anh.

Após entrevista para o jornal do SBT, à direita a repórter cor de pele parda, cabelos lisos amarrados, trajando uma camisa polo preta e calça rosa pink com uma mochila vermelha em suas costas, usando também óculos escuro, carregando em suas mão o microfone da emissora. A esquerda o repórter cinematográfico, cor de pele branca, cabelos grisalhos trajando uma camisa polo preta, calça jeans preta carregando em suas mão uma câmera de vídeo, todos com expressão de felicidade.

Joao Maia (phải) chụp ảnh lưu niệm cùng các đồng nghiệp ở Paralympic Rio 2016.

“Bạn không cần thiết phải nhìn để chụp ảnh. Đôi mắt nằm ở trong trái tim tôi. Nhiếp ảnh chính là cảm xúc. Thật tuyệt diệu khi bạn có thể lưu giữ lại những cảm xúc của mình với thế giới xung quanh”, Maia chia sẻ với AFP.

Crachá José Maia

Thẻ tác nghiệp của Joao Maia.

Sau khi bị nhiễm trùng dẫn tới khiếm thị vào năm 28 tuổi, Joao Maia bắt đầu học đọc chữ Braille rồi đến nhiếp ảnh. Khi đã thành thục, Joao Maia chuyển sang chụp ảnh bằng điện thoại.

Khả năng nhìn hạn chế khiến Joao Maia không thể tác nghiệp như một nhiếp ảnh gia bình thường. Anh thường phải đứng rất gần các VĐV và sử dụng mọi giác quan để cảm nhận: “Khi tới gần, tôi có thể cảm nhận được nhịp tim cũng như các bước di chuyển của họ, sau đó sẽ bấm máy. Tiếng ồn và khoảng cách xa sẽ khiến công việc này khó khăn hơn”.

Atleta do futebol de cinco Ricardinho. Atleta cor da pele branca, trajando camisa preta e amarela com uma regata amarela por cima, short azul com um meião verde e chuteira cinza com branco usando também uma joelheira preta e uma viseira branca, com seu pé esquerdo apoiado na bola de cor branca e vermelha. Em segundo seis atletas de costas em uma grama verde sintética.

Nhiếp ảnh gia đặc biệt này thường phải đứng rất gần các VĐV.

Foto na horizontal dois atletas da seleção Brasileira de atletismo paralímpico. DISCRIÇÃO DOS ATLETAS: Atleta da direta; Cor de pele parda, trajando uma regada de cor azul e verde com short verde com uma expressão de felicidade. Atleta da esquerda; Cor de pele negra, trajando uma regata de cor azul e verde com um short azul com expressão de felicidade.

Ở Paralympic, Joao Maia được rất nhiều đồng nghiệp yêu mến và cảm phục. Ai cũng muốn chụp hình lưu niệm với nhiếp ảnh gia đặc biệt này. Một số người còn giúp Joao Maia lập tài khoản Instagram và đăng tải những tác phẩm của anh. “Nếu không có họ, tôi không thể làm được những điều này. Họ còn giúp tôi chỉnh ảnh nữa cơ đấy”, nhiếp ảnh gia 41 tuổi cho hay.

Selfie com apresentadora @kiyomifujiwara a esquerda cor da pele parda com cabelos pretos longos e liso expressando felicidade ao meio eu @joaomaiafotografo cor de pele escura trajando uma camisa polo branca com símbolo Paralímpico, sorrindo à direita repórter cinematográfico Jorge Ventura, cor de pele morena expressando felicidade, trajando camiseta preta e boné preto na gravação da reportagem para o programa Sport Life Heros da TV Fuji Television

Joao Maia được các đồng nghiệp vô cùng quý mến.

Một số tác phẩm được Joao Maia đăng tải trên Instagram:

Dia chuvoso do evento teste no Engenhão
Três atletas em movimento de corrida, com sua imagens refletidas em um espelho d'Água com da pista vermelha e o céu azul.
nadador sendo na piscina antes da prova
menina torcedora com os braços dobrados em cima da bandeira do Brasil
Foto do maracanã cheio no dia da abertura dos jogos paraolímpicos
Foto feita na prova de triatlo para deficiente visual. Vindo da direita para esquerda, atletas mulheres em uma bicicleta de dois lugares na cor azul, com a roda dianteira raiada e a traseira fechada com tampão corta vento na cor preta. A atleta que guia a bicicleta tem pele bronzeada, veste maiô vermelho e amarelo e usa capacete branco. A atleta sentada atrás tem pele muito branca, veste maiô da mesma cor da companheira e capacete nas cores vermelho e amarelo. Delimitando o traçado do circuito existem divisórias plásticas na cor verde claro e ao fundo estão os prédios da orla de Copacabana.
No primeiro plano,bola de goolbol azul flutuando em alta velocidade, à frente do jogador. Cor da pele morena, cabelos pretos, vestindo uniforme na cor vermelha, com calças pretas , em posição de ataque agachado com a perna direita levantada e o braço direito à frente fazendo o movimento de lançamento da bola. Ao fundo arquibancada com os torcedores e ao lado direito da imagem a trave.
Atleta da modalidade de triathlon , com prótese na perna esquerda , pedalando na prova de ciclismo no percurso de corrida com o piso azul bem forte , lodo atrás da bicicleta uma placa baixa nos tons de verde divide as pistas de corrida. Ao fundo uma grade divide a área onde o público assiste e torce para os competidores.
Queima de fogos da festa de cerimônia de encerramento dos jogos paralímpicos do Rio2016. Nas cores amarela e branco, no segundo plano no céu carregado de nuvens escuras.

 

imagem de um celular tirando foto de um campo

Para ser o único

Seleção de futebol de 5 busca o quarto ouro em Jogos Paralímpicos; só o Brasil foi campeão

RIO DE JANEIRO. Única seleção campeã paralimpíca no futebol de 5 com três títulos, o Brasil chega para a grande decisão dos Jogos do Rio mais do que favorito. A diferença dessa final para as outras é que Ricardinho, Jefinho e companhia poderão contar com o apoio da torcida brasileira e conquistar a medalha de ouro em casa pela primeira vez.

Mesmo com esse histórico mais do que positivo, os atletas brasileiros pregam pés no chão para a final contra a seleção do Irã, neste sábado (17), às 17h. “Para a gente é muito bom estar em mais uma final, agora aqui dentro do nosso país. Nós lutamos com unhas e dentes para chegar nessa decisão tão sonhada. Agora é descansar, porque tem mais uma batalha muito difícil”, declara Nonato.

O melhor jogador do mundo na modalidade também sabe que favoritismo não ganha jogo e ressalta a importância de mostrar um bom futebol para subir no lugar mais alto do pódio. “Nós vamos ter uma grande equipe pela frente, vamos ter que jogar bola, desenvolver um bom futebol para merecer essa medalha de ouro, porque, se jogarmos mal, com certeza, vai dificultar”, afirma Ricardinho.

No futebol de 5, praticado por deficientes visuais, a torcida tem que ficar em silêncio quando a bola está em jogo para que os jogadores consigam ouvir as instruções do técnico e dos guias e o barulho da bola, que tem um guizo para que os jogadores possam encontrá-la. Isso não impede que o público aproveite todos os momentos em que a partida é paralisada para apoiar a seleção brasileira.
“A torcida tem incentivado muito, está dando um gás a mais nos jogadores. Nós vamos fazer de tudo”, garante Ricardinho.

Com comentaristas, todo mundo pode ‘ver’ o futebol de 5

RIO DE JANEIRO. Uma das modalidades que mais tem espectadores com deficiências visuais nestas Paralimpíadas é o futebol de 5, disputado por cegos. Mas para quem não pode ver o jogo em campo, a organização dá um jeitinho para incluir todo mundo na torcida. A função dos comentaristas, pela primeira vez de forma oficial nos Jogos, é mais uma forma de inclusão de todos os torcedores.

“A gente faz um trabalho de narração, mas com o detalhe da áudio-descrição. É um serviço prestado principalmente para o espectador cego que vem acompanhar as Paralimpíadas e não pode enxergar diretamente o que acontece na partida. Tem dado resultado, temos recebido muitos elogios, ressalta Bluthiere Lima, comentarista na arena da modalidade.

O serviço é disponibilizado através de uma rádio, que o espectador pode sintonizar direto do celular ou pegar um radinho no balcão de informações da arena. Além do futebol de 5, as modalidades mais procuradas, como natação e atletismo, também oferecem o serviço, que é feito em português e em inglês, para o público estrangeiro.

Bluthiere, que já trabalhava como narrador de rádio, explica a diferença de um trabalho para o outro. “Basicamente, é igual a uma transmissão de futebol no rádio, mas tem que ser muito mais detalhista. Tem que lembrar que a pessoa não tem noção de cor, de dimensão da quadra. A gente tem que estar ligado nos detalhes para descrever, porque o que para a gente é óbvio, para quem nunca enxergou acaba não sendo”, explica.

O fotógrafo João Maia, que tem baixa visão, comemorou quando soube que o serviço de áudio-descrição era disponibilizado nas arenas e ressaltou a importância do trabalho.

“A questão da áudio-descrição é inclusão. Tem que ter mesmo. Eu, por exemplo, tenho baixa visão, mas, se estou longe, só vou ver vultos, de perto também só vejo vultos (risos). Então, um deficiente precisa da descrição dessas imagens, porque, se não, não vai entender o que está acontecendo”, afirma Maia.

 Fonte: O Tempo

Imagem de João Maia trabalhando no Rio2016  sentado de costas para um painel azul olhando no visor da câmera profissional com uma lente fixa de 300 mm da série branca da Canon . João usa camiseta verde e colete de imprensa marrom.

Una máxima de la fotografía reza que una cámara buena no es sinónimo de fotos buenas, porque la calidad depende de los ojos del profesional, pero este axioma fue triturado en pedazos cuando el brasileño João Maia se convirtió en el primer fotógrafo ciego que cubre unos Juegos Paralímpicos.

“La fotografía es sentir, usar tus sentidos, como la audición, y tener sensibilidad por encima de todo”, comenta Maia  mientras prepara su cámara para tomar imágenes de un partido de golbol durante los Juegos Paralímpicos que se celebran en Río de Janeiro.

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Maia asegura que recibe el calor y el respeto de sus colegas de la prensa y afirma que muchos fotógrafos le han dicho estos días que él les “cambió la visión” acerca de su profesión.

El brasileño, ahora con 41 años, perdió la visión casi por completo a los 28 por una uveítis, una enfermedad inflamatoria que le afectó ambos ojos.

(Aquí puedes ver sus fotografías en Instagram)

Explica que todavía puede percibir bultos y colores vivos a distancias muy cortas, a alrededor de un metro y también en el visor de su cámara.

Sin embargo, Maia no es capaz de ver el resultado de su trabajo, algo que asegura que no le frustra.

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“Una vez que hago una foto, ya no es mía, sino del mundo”, dice.

Para cubrir un complejo evento deportivo como los Juegos Paralímpicos necesita ayuda, la que le brinda su colega Ricardo Rojas, quien también fue su descubridor y le fichó para el proyecto Mobografia, una web de arte visual captada con teléfonos móviles y que lo acreditó para los Juegos.

“Ricardo es mi guía, es igual a los atletas deficientes, que tienen guía. Él me dice cómo está el deportista y me describe el ambiente”, relata.

La tarea es más fácil, continúa, cuando fotografía deportes en los que el público está obligado a permanecer en silencio, como el golbol y el fútbol de cinco jugadores.

En esas ocasiones tiene la misma ventaja que los jugadores y puede escuchar el cascabel que lleva el balón y anticiparse a las jugadas.

En los Juegos, usa una cámara profesional, pero se sirve apenas de una lente de 50 milímetros, la distancia focal que, según los fotógrafos, es más parecida a la visión humana, ya que no puede costearse los caros teleobjetivos que usan sus colegas de profesión.

En el día a día, como no tiene a su guía al lado, ejercita su profesión con un teléfono móvil y una aplicación que le da informaciones por voz al tocar la pantalla, para saber dónde está el objeto que pretende captar.

Dentro de la fotografía, lo que más le gusta es captar imágenes de deportes con más movimiento y, en especial, el atletismo, un deporte al que él se dedicó después de quedarse ciego.

Maia probó las disciplinas de lanzamiento de jabalina, disco y peso e incluso se inscribió en las pruebas clasificatorias de los Juegos Paralímpicos, pero no logró alcanzar los índices necesarios.

A raíz de su participación en los Paralímpicos, João se ha convertido en una celebridad en Brasil y en especial en el mundillo de la fotografía.

Antes de los Juegos tenía unos cientos de seguidores en su cuenta de Instagram y ahora pasa de 5 mil; también perdió la cuenta de las entrevistas que ha concedido.

Espera que todo este reconocimiento se traduzca en llamadas telefónicas una vez que acabe el evento deportivo, para conseguir empleo relacionado con la profesión que ama.

“Para mí sería una gran felicidad no sólo ser reconocido, sino poderme ganarme el pan como fotógrafo”, comenta.

También le agradaría impartir seminarios sobre fotografía. Actualmente, ya dirige un taller de fotografía en Sao Paulo en el que enseña a adolescentes las reglas de composición básicas y sobre todo, que no hace falta tener ojos para tomar una buena imagen.

 

 

Fonte: El Diário

 Joao Maia tira fotos com seu smartphone usando o som como referência durante os Jogos Paraolímpicos Rio 2016

Robi zdjęcia na igrzyskach, choć prawie nie widzi

41-letni Joao Maia z Brazylii od kilkunastu lat jest niewidomy. To jednak nie przeszkadza mu w realizowaniu swojej największej pasji – fotografii. Mężczyzna pracuje obecnie jako fotoreporter na igrzyskach paraolimpijskich w Rio de Janeiro. – Moje oczy są w moim sercu. Nie trzeba widzieć, żeby robić zdjęcia – mówi Joao.

Joao Maia (41 l.) z Brazylii stracił wzrok, gdy miał 28 lat, na skutek infekcji. Od tego czasu mężczyzna widzi jedynie mgliste kształty. Mężczyzna po wypadku odkrył swoją wielką pasję do fotografii. Obecnie Joao robi zdjęcia niewiele odbiegające jakością od ujęć cenionych fotografów.

Kilka dni temu praca Brazylijczyka została doceniona. Mężczyzna dołączył do grona fotoreporterów sportowych, którzy robią zdjęcia na paraolimpiadzie w Rio de Janeiro. Jednak jak to możliwe, że Joao potrafi uchwycić na swoich zdjęciach odpowiedni moment?

– Kiedy jestem odpowiednio blisko bieżni, czuję bicie serc biegaczy, słyszę ich kroki. Wtedy jestem gotowy na zrobienie zdjęcia. W fotografii chodzi o wrażliwość. To cudowne, że mogę pokazać innym ludziom jak postrzegam świat, jak widzę i czuję. Nie trzeba widzieć, żeby robić zdjęcia. Moje oczy są w moim sercu – mówił Joao Maia w rozmowie z agencją AFP.

Niewidomy fotograf najbardziej upodobał sobie fotografowanie skoków w dal, ze względu na pewien „dramatyzm” towarzyszący tej dyscyplinie. – Nie chcę uchwycić tylko ruchu, akcji, ale też intymność towarzyszącą skoczkom w momencie oddawania skoku – dodaje mężczyzna.

Maia zapowiada, że przez najbliższe cztery lata zamierza ciężko pracować, by jego fotografie były jeszcze lepsze. 41-latek ma nadzieję na robienie zdjęć podczas paraolimpiady w Japonii w 2020 roku.

Chce zdobyć medal i… umrzeć

Nie ruszał nawet głową, teraz pływa i jest medalistą!

Paraolimpijczyk upuszcza znicz

Fonte: Facta

João Maia, o fotógrafo cego dos Jogos Paralímpicos Rio-2016, vai além de sua deficiência

Foto de João Maia sorrindo com uma câmera profissional de blusa verde e colete dentro de um estádio dos jogos paralímpicos 2016

“Uma experiência sensorial e sonora incrível” é como João Maia descreve seu trabalho nos Jogos Paralímpicos Rio-2016, como fotógrafo. Mas o piauiense de Bom Jesus se destaca dos demais profissionais da imagem não só pela competência, mas por um detalhe: é cego.

— O principal é poder fotografar com o olhar do deficiente. É uma fotografia cega, porque só consigo ver vultos e cores fortes a até um metro de distância. Depois, só vejo chuviscos como em imagens de TV fora do ar — explica Maia, que perdeu a visão aos 28 anos, após uma inflamação ocular.

2 corredores na pista, um cego com blusa predominante vermelha e short verde e um guia com blusa laranja e short vermelho
Um dos cliques de Maia, que só enxerga vultos e cores fortes Foto: Reprodução / Instagram / João Maia

 

Antes de ficar cego, ele era funcionário do Correios, origem de sua pensão por invalidez. É esse rendimento que permite Maia fotografar, já que ainda não consegue viver apenas deste trabalho.

— Espero que, depois dos Jogos, as pessoas reconheçam meu trabalho — diz ele, que chegou à Paralimpíada para participar do projeto “Superação”, da Mobgraphia, cujo principal objetivo é retratar as competições com um telefone celular.

Foto feita na prova de triatlo para deficiente visual. Vindo da direita para esquerda, atletas mulheres em uma bicicleta de dois lugares na cor azul, com a roda dianteira raiada e a traseira fechada com tampão corta vento na cor preta. A atleta que guia a bicicleta tem pele bronzeada, veste maiô vermelho e amarelo e usa capacete branco. A atleta sentada atrás tem pele muito branca, veste maiô da mesma cor da companheira e capacete nas cores vermelho e amarelo. Delimitando o traçado do circuito existem divisórias plásticas na cor verde claro e ao fundo estão os prédios da orla de Copacabana.
Maia compartilha suas fotos em seu Instagram Foto: Reprodução / Instagram / João Maia

A preocupação com quem perdeu a visão (ou parte dela) está presente no trabalho de Maia. Em seu perfil no Instagram — @joaomaiafotografo —, ele publica todas as suas fotos com a descrição das imagens.

João Maia trabalhando no Rio2016 sentado de costas para um painel azul olhando no visor da câmera profissional com uma lente fixa de 300 mm da série branca da Canon e um Smartphone com fone de ouvido . João usa camiseta verde e colete de imprensa marrom. Ao lado um senhor com camiseta cinza e colete de imprensa marrom.
João está fotografando na Rio-2016 Foto: Marcelo Theobald / Agência O Globo

Na Rio-2016, o que ele mais gostou de fotografar foram as partidas de futebol de 5 e goalball, além do atletismo, porque já foi atleta do arremesso de peso.

— Clico os momentos de alegria do público e dos atletas. Quando os torcedores começam a fazer hola, viro a máquina e disparo — conta Maia: — O barulho que eles fazem, para quem é deficiente visual e tem uma audição apurada, é indescritível, sensacional.

Fonte: Extra

Paralympics 2016: The blind photographer taking remarkable photos from Rio

joao-maia.jpg

 

A visually impaired Brazilian photographer has been praised for his ability to take beautiful shots of athletes while covering the Rio Paralympics, in spite of his disability.

Joao Maia, 41, a former postman from Sao Paulo, lost his sight at the age of 28 due to an infection and was left unable to see anything more than vague shapes and colours.

He developed a keen interest in photography while learning to use his cane, and now takes photos of a similar standard to those captured by a sighted professional.

Last week, Mr Maia joined sports photographers on the tribune at the Engenhao Olympic stadium to cover Paralympics events, having practiced his craft during warm-up events over the past year.

The photographer quickly found track races too difficult to photograph, due to the “noicse and distances” associated with the events.

“When I am close enough I feel the runners’ heartbeats, their steps, then I’m ready to take the picture,” Mr Maia told AFP.

“Photography is about sensitivity. I think it’s marvellous to be able to show how I perceive the world, how I see it, sense it.

“You don’t need to see to take photographs. My eyes are in my heart.”

Using a smartphone with a powerful camera as opposed to a traditional camera, Mr Maia uses sound as a reference for when to take a particular shot and says he favours the long jump for its close-up drama.

“It’s not just action I want to capture but intimacy,” he added.

A particular shot of French long jumper Marie-Amelie Le Fur setting a new world record in the pit at this summer’s Games has attracted praise from Mr Maia’s fellow photographers.

He is helped in his efforts by two men he calls his “borrowed eyes”, Leonard Eroico and Ricardo Rojas, who run a smartphone photography initiative.

Mr Maia confirmed he intends to make progress in his craft and hopes to cover the Paralympics in Japan in 2020.

 

 

 

Fonte: The independent

Jogos Paralímpicos Rio-2016 pelas lentes de um fotógrafo cego

”Não preciso ver para fotografar, tenho os olhos do coração”, disse João Maia

/ Foto: CHRISTOPHE SIMON / AFP

Matéria postada no site JC.

Fonte: JC

Na foto, parte do time de fotógrafos: Leonardo Eroico, Vitor Wang, Ricardo Rojas e João Maia. Todos de colete azul escrito imprensa no centro.

Na foto, parte do time de fotógrafos: Leonardo Eroico, Vitor Wang, Ricardo Rojas e João Maia.

 

DIA 7 DE SETEMBRO, ABERTURA DOS JOGOS PARALÍMPICOS 2016 NO RIO DE JANEIRO.

Desde setembro de 2015, um time dedicado da mObgraphia e rede mOb, formado por atletas e fotógrafos, está trabalhando no projeto documental que visa mostrar as histórias e imagens marcantes dos guerreiros paralímpicos e suas modalidades, muitas desconhecidas pelo grande público.

Durante um ano, imagens tem sido captadas em smartphones e organizadas para formar um acervo único, que desejamos ( e estamos buscando apoio para isso), transformar numa exposição itinerante e em um livro que preserve esta memória.

Conheça o time!

PARATLETAS
ANDRE BRASIL – NATAÇÃO

CLAUDIA SANTOS – REMO

 

FERNANDO  FERNANDES – CANOAGEM (FERNANDO NÃO PARTICIPARÁ DAS COMPETIÇÕES MAS VAI ACOMPANHAR TODO O EVENTO COM A GENTE).

 

 

 

LUCINHA ARAUJO – JUDO

VERONICA HIPÓLITO – ATLETISMO

 

FOTÓGRAFOS
ANA CAROLINA FERNANDES

 

JOÃO MAIA

 

Fonte: Mobgraphia

João está com a câmera nos olhos para flagrar um atleta de corrida

Posso ver além dos olhos

Os Jogos Paralímpicos tem um cenário completo não só de atletas com deficiência, mas, de profissionais técnicos, público e inclusive profissionais de imprensa com deficiência. Pessoas que encontram no evento o seu espaço, os seus heróis e suas oportunidades, que o mundo “sem deficiência” restringe. E o melhor de tudo isso é a competência que incomoda. Ao pensarmos que um atleta sem as duas pernas está a 2 segundos de diferença do tempo do melhor velocista do mundo Usain Bolt. Ou, que a mesatenista polonesa Natalia Partyka, de 24 anos, que nasceu sem a mão e parte do antebraço direito, é uma das dez atletas do mundo a combinar participações nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, vemos que tudo é possível para quem quer.

Neste cenário de pessoas com capacidades sensacionais, encontramos o fotógrafo que não vê.  João Batista Maia da Silva perdeu a visão aos 28 anos, devido uma Uveite bilateral. Restou-lhe enxergar vultos e perceber cores. Nada mais. Porém sua persistência o fez um profissional de fotografia e será o único fotógrafo brasileiro com deficiência visual a cobrir os Jogos Paralímpicos, Rio 2016.

Nascido em Bom Jesus do Piauí, em 23/11/74, assim que perdeu a visão, João se envolveu com o Movimento paralímpico. Foi atleta de arremesso de peso e lançamento de dardo e disco, durante sete anos. “Isso me agregou muito. Deu a base de cada prova para saber a expressão do atleta, o que ele tem que fazer em determinada situação numa prova de 100, 400 e outras. Isso faz a diferença. Cada sentimento do atleta eu sei. O que importa pra mim é que em um dado momento da prova eu sei o que vou captar do atleta”, disse.

Depois, decidiu-se pela fotografia, fez o Curso Livre  de fotografia para  pessoas com deficiencia visual (2008 a 2012), no MAM (Museu de Arte Moderna) em São Paulo; Curso de fotografia para deficientes visuais (2015), na Pinacoteca do Estado de São Paulo (2015)

Com toda experiência, entrou para o projeto Mobigraphia em parceria com o fotógrafo cadeirante Vitor Wang, para clicar pelo celular os melhores momentos dos Jogos. “O celular me dá a possibilidade de configurar a câmera, obturador, diafragma, abertura, através de um talkback, editor de tela. Assim eu etiqueto balanço de branco, obturador. Na câmera não tem acessibilidade eu fotografo com o instinto mesmo”, explicou João. Mas a câmera de alta potência também é sua companheira, que com disparador automático ele consegue flagrar as provas de velocidade, por exemplo.

 

 

 

Fonte: Guia do Deficiente Brasil

victor  na cadeira e João com a bengala estão a caminho da area de imprensaImprensa: O lado de cá dos Jogos

Os eventos testes paralímpicos têm alcançado supremacia para os atletas. Todos eles, independentemente da deficiência têm saído muito satisfeitos com as estruturas físicas das áreas de competições, principalmente no que se diz respeito aos principais instrumentos de trabalho deles, no caso: piscinas, pistas e quadras.

“Tudo o que eu já vivi e experimentei aqui, realmente está aprovado. Eu que já estive em três edições dos Jogos e em outros eventos testes, realmente estamos aqui para testar e acertar. Com certeza o Brasil está no caminho certo. Quem vir para o Brasil vai poder experimentar não só as estruturas, mas, um calor humano singular”, comentou Terezinha Guilhermina, a cega mais veloz do país, ao sair da prova de 100 metros rasos ontem, 19, no Estádio João Havelange – o Engenhão no Rio de Janeiro, durante o Internacional Open Loterias Caixa de Atletismo Paralímpico.

O nadador paralímpico Daniel Dias, durante o Open de natação, em abril, também foi enfático ao dizer que, “ainda precisa terminar algumas coisas, evento teste é sempre para apontar as possíveis falhas, mas, quanto às estruturas, estamos com padrão internacional. A piscina excelente, ainda mais com essa vista que a gente tem aqui, o pessoal não tem lá fora”, afirmou.

Mas, qual a visão dos profissionais de imprensa, que têm alguma deficiência? Será um desafio? Embora os banheiros estejam adaptados, rampas de acesso e elevadores estejam muito bem instalados nos complexos esportivos, como será a participação deles na cobertura do evento?

os dois fotógrafos estão se posicionando na area de fotos

Os dois fotógrafos conhecendo a area reservada para captação de imagens

O repórter fotográfico Victor Wang pode nos dar um parecer sobre o assunto. “Quanto às estruturas físicas, tudo bem a gente até se vira. Pede ajuda e chega lá. Mas, na mídia em geral, as portas não estão totalmente abertas para nós. Pra você conseguir alguma coisa, algum freela ou emprego em algum veículo é difícil. Tem que ter muita indicação, tem que bater muito o martelo, tem que ter um networking bom, ou, não consegue nada”, disse.

Segundo ele, o que acontece hoje em dia é que ao invés de se contratar um freela ou pessoa que tenha conhecimento no assunto, porque vive a deficiência, “as mídias optam por material já pronto, dos órgãos oficiais do evento. E dão um ctrl C ctrl V”, ressalta o fotógrafo, dizendo que além da falta acessibilidade, falta bom senso. Será que é só um bom de pernas, que sabe trabalhar? Ao te olhar, eles já te descapacitam do teu conhecimento e da tua habilidade só por causa da cadeira. É a aparência, o que faz a diferença pro cara não me ouvir ou aceitar minhas ideias?”, questiona.

Mais uma vez, esbarra-se aqui nas barreiras atitudinais. Os profissionais “bons de pernas” ou “bons de olhos”, nem sempre têm conhecimento técnico essencial para uma boa matéria sobre o assunto. Não conhecem terminologias e nem categorias usadas nas classificações. Não têm a mesma visão para fazer o público entender o que está acontecendo ali. E ainda, salvo as exceções, nem fazem descrição das imagens para aquele que não vê. Só pude entender isso durante os Jogos de Londres, onde me deparei com um locutor cego da BBC, narrando uma partida de Goalball. Eu, com meus bons olhos não entendia “bolufas” do que estava acontecendo ali e ele com muita propriedade explicava tudo ao ouvinte em casa.

O encontro com Victor para esta pauta foi por acaso. Logo que cheguei na sala de imprensa do Engenhão dei de cara com ele, que estava acompanhando, quero dizer guiando o fotógrafo João Batista Maia da Silva, que tem baixa visão (enxerga vultos) e logo de cara, me veio a dúvida: Como será que ele fotografa sem ver? Pois bem, ele dá um show atrás das lentes. Ele é um dos únicos fotógrafos com deficiência visual que cobre eventos paralímpicos. Mas, o motivo da competência dele em estar ali ficou registrada logo no início da conversa: “antes de tudo eu quero agradecer a parceria com Victor Wang. Eu preciso de parceiro, uma pessoa que possa me falar que raia o atleta tá, que roupa ele está, porque eu tenho um resíduo visual, percebo cores e vultos eu consigo perceber onde o atleta está”, explicou.

Além da Câmera João usa o celular para fotografar e neste evento está fazendo freela para Mobigraphia. “O celular me dá a possibilidade de configurar a câmera, obturador, diafragma, abertura, através de um talkback, editor de tela. Assim eu etiqueto balanço de branco e outros parâmetros. Já na câmera não tem acessibilidade eu fotografo com o instinto mesmo”, explicou João.

Ele conta que foi atleta de arremesso de peso e lançamento de dardo e disco, durante sete anos. “Isso me agregou muito. Deu a base de cada prova para saber a expressão do atleta, o que ele tem que fazer em determinada situação numa prova de 100, 400 e outras. Isso faz a diferença. Cada sentimento do atleta eu sei. O que importa pra mim é que em um dado momento da prova eu sei o que vou captar do atleta”, disse.

O que os dois esperam é que “as coisas funcionem” durante os Jogos. “Em Londres sozinho eu não passei perrengue nenhum. Era tudo funcional. É um evento pra gente que tem deficiência então, nossa participação deveria ser primordial. E as portas deveriam se abrir mais”, conclui Wang.

 

 

Fonte: Guia do Deficiente

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