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imagem de um celular tirando foto de um campo

Para ser o único

Seleção de futebol de 5 busca o quarto ouro em Jogos Paralímpicos; só o Brasil foi campeão

RIO DE JANEIRO. Única seleção campeã paralimpíca no futebol de 5 com três títulos, o Brasil chega para a grande decisão dos Jogos do Rio mais do que favorito. A diferença dessa final para as outras é que Ricardinho, Jefinho e companhia poderão contar com o apoio da torcida brasileira e conquistar a medalha de ouro em casa pela primeira vez.

Mesmo com esse histórico mais do que positivo, os atletas brasileiros pregam pés no chão para a final contra a seleção do Irã, neste sábado (17), às 17h. “Para a gente é muito bom estar em mais uma final, agora aqui dentro do nosso país. Nós lutamos com unhas e dentes para chegar nessa decisão tão sonhada. Agora é descansar, porque tem mais uma batalha muito difícil”, declara Nonato.

O melhor jogador do mundo na modalidade também sabe que favoritismo não ganha jogo e ressalta a importância de mostrar um bom futebol para subir no lugar mais alto do pódio. “Nós vamos ter uma grande equipe pela frente, vamos ter que jogar bola, desenvolver um bom futebol para merecer essa medalha de ouro, porque, se jogarmos mal, com certeza, vai dificultar”, afirma Ricardinho.

No futebol de 5, praticado por deficientes visuais, a torcida tem que ficar em silêncio quando a bola está em jogo para que os jogadores consigam ouvir as instruções do técnico e dos guias e o barulho da bola, que tem um guizo para que os jogadores possam encontrá-la. Isso não impede que o público aproveite todos os momentos em que a partida é paralisada para apoiar a seleção brasileira.
“A torcida tem incentivado muito, está dando um gás a mais nos jogadores. Nós vamos fazer de tudo”, garante Ricardinho.

Com comentaristas, todo mundo pode ‘ver’ o futebol de 5

RIO DE JANEIRO. Uma das modalidades que mais tem espectadores com deficiências visuais nestas Paralimpíadas é o futebol de 5, disputado por cegos. Mas para quem não pode ver o jogo em campo, a organização dá um jeitinho para incluir todo mundo na torcida. A função dos comentaristas, pela primeira vez de forma oficial nos Jogos, é mais uma forma de inclusão de todos os torcedores.

“A gente faz um trabalho de narração, mas com o detalhe da áudio-descrição. É um serviço prestado principalmente para o espectador cego que vem acompanhar as Paralimpíadas e não pode enxergar diretamente o que acontece na partida. Tem dado resultado, temos recebido muitos elogios, ressalta Bluthiere Lima, comentarista na arena da modalidade.

O serviço é disponibilizado através de uma rádio, que o espectador pode sintonizar direto do celular ou pegar um radinho no balcão de informações da arena. Além do futebol de 5, as modalidades mais procuradas, como natação e atletismo, também oferecem o serviço, que é feito em português e em inglês, para o público estrangeiro.

Bluthiere, que já trabalhava como narrador de rádio, explica a diferença de um trabalho para o outro. “Basicamente, é igual a uma transmissão de futebol no rádio, mas tem que ser muito mais detalhista. Tem que lembrar que a pessoa não tem noção de cor, de dimensão da quadra. A gente tem que estar ligado nos detalhes para descrever, porque o que para a gente é óbvio, para quem nunca enxergou acaba não sendo”, explica.

O fotógrafo João Maia, que tem baixa visão, comemorou quando soube que o serviço de áudio-descrição era disponibilizado nas arenas e ressaltou a importância do trabalho.

“A questão da áudio-descrição é inclusão. Tem que ter mesmo. Eu, por exemplo, tenho baixa visão, mas, se estou longe, só vou ver vultos, de perto também só vejo vultos (risos). Então, um deficiente precisa da descrição dessas imagens, porque, se não, não vai entender o que está acontecendo”, afirma Maia.

 Fonte: O Tempo

Foto de João Maia de casaco amarelo ao lado de uma repórter de blusa branca entre eles uma câmera profissional

Fotógrafo cego credenciado para as Paralimpíadas suscita debate sobre inclusão em reportagem na GloboNews

Christiane Pelajo prepara uma matéria emocionante para o seu jornal da GloboNews desta quinta-feira (28/07). Ela entrevistou João Batista Maia, o primeiro fotógrafo cego credenciado para uma Paralimpíada. Ele é do Piauí e mora em São Paulo desde os 20 anos. Tem 41 anos e ficou cego aos 28.

Chegou a praticar alguns esportes paralímpicos, mas não conseguiu índice olímpico. Agora vai realizar o sonho de participar de uma Paralimpíada, não como atleta, mas como fotógrafo. E é graças a um aplicativo que dá comando de voz a pessoas que não enxergam que João consegue fotografar. Ele vai se dedicar principalmente ao atletismo, esporte que conhece bem. João faz parte de um projeto chamado Superação 2016, cujo objetivo é promover a inclusão de deficientes.

Inspirada e tendo essa matéria como gancho, a apresentadora promoverá ainda um debate sobre inclusão no jornal dessa quinta, com a participação ao vivo do também fotógrafo Ricardo Rojas. Coordenador do projeto Superação 2016, foi ele quem descobriu João. Rojas participará da discussão ao vivo direto do Museu da Imagem e do Som, de São Paulo, onde estão sendo expostas fotos de fotógrafos deficientes que inspiraram o projeto.

O ‘Jornal da GloboNews – Edição das 16h’ vai ao ar diariamente, às 16h, na GloboNews. O debate sobre inclusão vai ao ar nesta quinta-feira, dia 28.

 

Fonte: Fábio TV