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Imagem da tela do video do Globo News aonde a repórter é gravada por João Maia

Imagem da tela do video do Globo News aonde a repórter é gravada por João Maia

Fotógrafo cego vai cobrir a Paralimpíada

Assista o Vídeo clicando aqui

João Maia segurando uma câmera canon de blusa branca da FEDERAÇÃO PAULISTA DESPOSTOS PARA CEGOS no centro paralímpico São Paulo

João Maia segurando uma câmera canon de blusa branca da FEDERAÇÃO PAULISTA DESPOSTOS PARA CEGOS no centro paralímpico São Paulo

O repórter cego que fotografa os Paralímpicos

Repórter fotográfico invisual é mais um exemplo de superação no evento. “Não preciso de ver, tenho os olhos do coração”, explica

João Maia traz “o olhar do deficiente” para a cobertura mediática dos Jogos Paralímpicos. Numa competição marcada pelos exemplos de integração e superação no campo desportivo, um ex-atleta invisual que se converteu em fotojornalista tornou-se um ícone fora de campo. “Não preciso de ver para fotografar, tenho os olhos do coração”, resume o fotógrafo brasileiro.

João, de 41 anos, faz “fotografias cegas”, por instinto, guiando-se pelos outros sentidos. “Só consigo ver vultos e cores fortes, a até um metro de distância. Daí para a frente, só vejo chuviscos”, descreve, citado pela imprensa brasileira. O facto de ter perdido a visão aos 28 anos, devido a uma inflamação ocular, não o impediu descobrir a paixão pela fotografia. E chegou ao Rio como parte do projeto Superação 2016, do grupo mObgraphia (movimento que estimula a arte fotográfica e visual produzida em plataformas como telemóveis e tablets). Para fotografar, usa uma câmara profissional, conetada a um telemóvel com comandos de voz, e trabalha acompanhado por um guia, que o ajuda a definir o enquadramento.

“Sem eles [os guias Ricardo Rojas e Leonardo Eroico, do mObgraphia] não poderia fazer nada. São eles que me ajudam com a edição e que publicam as fotos nas redes sociais [conta de Instagram: joaomaiafotografo”, explica o fotógrafo. No entanto, o domínio do ofício é mesmo dele, conduzido pelo instinto. “Quando estou perto, sinto até o pulsar do coração dos corredores, os passos, e estou pronto para o disparo”, conta João Maia, explicando que também se deixa guiar pelas reações do público. “O barulho que eles fazem é indescritível, sensacional, para quem é deficiente visual e tem audição apurada”, nota.

Com o seu trabalho, João Maia diz querer partilhar o “olhar do deficiente” sobre um dos maiores eventos desportivos mundiais: “é maravilhoso poder mostrar como percebo o mundo, como o “vejo””. Para ele, estar nos Jogos Paralímpicos é”uma experiência sensorial e sonora incrível”.

Ao chegar ao Rio 2016 como fotógrafo, João Maia cumpriu o sonho que não conseguira realizar como atleta. O brasileiro foi praticante de atletismo (lançamento de peso, dardo e disco). Mas acabou a viver os primeiros Jogos organizados pelo seu país… do lado de fora do terreno de competição. “Não entrei na equipa. O nível é muito alto. Mas o desporto é tudo para mim e, agora, sigo tudo com a câmara”, diz João, que antes de cegar era carteiro dos Correios brasileiros (agora está reformado por invalidez).

“Não gosto que as pessoas me vejam como um ceguinho ou coitadinho. Gosto quando elas me veem como o fotógrafo João Maia”, conclui o repórter mais emblemático destes Jogos Paralímpicos. E, agora, que essa prova parece superada, o próximo objetivo do brasileiro é marcar presença em Tóquio 2020.

Mais dois diplomas para Portugal

Ora, Tóquio 2020 é já ao virar da esquina. Hoje, conclui-se 15.ª edição dos Jogos Paralímpicos (cerimónia de encerramento com transmissão na RTP, a partir das 23.55). E para o último dia de provas está guardada a entrada em cena de três portugueses no atletismo: Gabriel Macchi e Jorge Pina na maratona T12 (para deficientes visuais) e Manuel Mendes na maratona T46 (para amputados dos membros superiores).

Ontem, houve mais duas despedidas com direito a diploma, para a missão portuguesa (que conquistou três medalhas de bronze no Rio 2016 – uma no atletismo e duas no boccia): Carolina Duarte ficou em 7.º lugar na final de 400 metros T13 e Hélder Mestre foi 8.º na de 400 metros T51. Nas outras participações do dia, o nadador David Carreira acabou as eliminatórias de 200 metros estilos SM8 na 13.ª posição e o atleta Luís Gonçalves terminou no 7.º posto a meia-final de 200 metros T12, falhando a final.

 

 

Fonte: Diário de Notícia

Foto do rosto de João maia de lado atrás da câmera canon

La historia del fotógrafo ciego que cubrió los Juegos Paralímpicos

 Foto do rosto de João maia de lado atrás da câmera canon

Joao Maia se convirtió en el primer profesional no vidente en cubrir un evento deportivo de este tipo. “Mis ojos están en el corazón”, explica.
BRASIL.- Los Juegos Paralímpicos que finalizaron el pasado domingo, dejaron conmovedoras y extraordinarias historias de vida.
Una de ellas es la Joao Maia, un fotografo no vidente, que cubrió el evento y fue muy elogiado por su talento a la hora de inmortalizar a los atletas que participaron de la competencia.
“Cuando estoy lo suficientemente cerca siento los latidos del corazón de los corredores, sus pasos y entonces estoy listo para hacer la fotografía”, explica este hombre de 41 años, que perdió la vista a los 28, luego de que un infección afectara la úvea de sus ojos, seún informa ‘The Independent’.
Desde entonces solo percibe bultos y colores vivos a distancias muy cortas. De esta forma, se apoya en su sentido auditivo para captar los momentos con su cámara.
El braileño explica que cuenta con la ayuda de dos personas a las que llama “mis ojos prestados”. Ellos son Leonard Eroico y Ricardo Rojas, creadores de un proyecto centrado en captar el arte visual con teléfonos móviles. Cuando no se encuentra cerca de éstos, Maia ejercita su profesión utilizando un teléfono móvil con cámara de gran alcance y una aplicación que le ofrece informaciones por voz al tocar la pantalla.
“La fotografía tiene que ver con la sensibilidad. Creo que es maravilloso ser capaz de mostrar cómo percibo el mundo, cómo lo veo y cómo lo siento”, cuenta Maia, que asegura que “no se necesita ver para tomar fotografías” ya que sus ojos “están en su corazón”.

BRASIL.- Los Juegos Paralímpicos que finalizaron el domingo, dejaron conmovedoras y extraordinarias historias de vida.

Una de ellas es la Joao Maia, un fotógrafo no vidente que cubrió el evento y fue muy elogiado por su talento a la hora de inmortalizar a los atletas que participaron de la competencia.

“Cuando estoy lo suficientemente cerca siento los latidos del corazón de los corredores, sus pasos y entonces estoy listo para hacer la fotografía”, explica este hombre de 41 años, que perdió la vista a los 28, luego de que un infección afectara la úvea de sus ojos, según informa ‘The Independent’.

Desde entonces solo percibe bultos y colores vivos a distancias muy cortas. De esta forma, se apoya en su sentido auditivo para captar los momentos con su cámara.

 

El braileño explica que cuenta con la ayuda de dos personas a las que llama “mis ojos prestados”. Ellos son Leonard Eroico y Ricardo Rojas, creadores de un proyecto centrado en captar el arte visual con teléfonos móviles. Cuando no se encuentra cerca de éstos, Maia ejercita su profesión utilizando un celular con cámara de gran alcance y una aplicación que le ofrece informaciones por voz al tocar la pantalla.

“La fotografía tiene que ver con la sensibilidad. Creo que es maravilloso ser capaz de mostrar cómo percibo el mundo, cómo lo veo y cómo lo siento”, cuenta Maia, que asegura que “no se necesita ver para tomar fotografías” ya que sus ojos “están en su corazón”.

Foto de João Maia de frente com blusa azul escura e colete marrom

Takto fotí nevidomý fotograf. Orientuje sa podľa krokov a tepu srdca

Foto de lado do rosto de João Maia

Nielen športovci na paraolympiáde dávajú zdravým ľuďom možnosť spoznať ich pohľad na svet. Brazílsky fotograf Joao Maia má síce zrakové postihnutie, jeho snímky ale už stihli obletieť svet a jeho príbeh symbolizuje ducha paraolympiády. Je to prvý nevidiaci fotograf paraolympijských hier, píšuLidovky.cz.

Maia sprevádza aj dvojica asistentov, ktorí mu pomáhajú v orientácii po štadiónoch. “Keď sú blízko, započúvam sa do tlkotu srdca atlétov a zvuku ich krokov. Vtedy som pripravený fotiť. Ale väčšie vzdialenosti a príliš veľa zvukov sú pre mňa zložité, ” priznal fotograf servera Firstpost.

Štyridsaťjedenročný Joao Maia pred trinástimi rokmi oslepol po zápale uveálneho traktu. Bola to pre neho veľká rana, pretože od detstva miloval fotografovanie a bál sa, že sa bude musieť vzdať svojho koníčka. Dnes je síce schopný iba rozoznávať prostredia na vzdialenosť jedného metra, našiel ale spôsob, ako svoje postihnutie prekonať. “Môj život je veľká olejomaľba,” hovorí.

Ďalej robí to, čo ho baví. Maia v súčasnosti pracuje ako fotograf na paraolympiáde v Rio de Janeire a jeho fotografie sú, čo do výpovednej hodnoty, porovnateľné s tými od zdravých profesionálov. Pri práci sa pýta ľudí, ktorí sú blízko, aby mu popísali atmosféru miesta, ako vyzerá atlét a akú farbu má jeho dres. “To, na čom mi záleží, je kontrast farieb. Farby a zvuky mi udávajú smer,” hovorí Maio.

Joao Maia nechce len zaznamenávať momenty ako ostatní fotografi. Podľa vlastných slov chce ukázať, ako človek so zrakovým postihnutím vidí svet. Podobne ako športovci na paraolympiáde, aj on reprezentuje ľudí s postihnutím. “Nepotrebujete oči, aby ste fotili. Oči nosím vo svojom srdci,” dodáva.

 

 

Fonte: HNonline

Joao Maia tira fotos com seu smartphone usando o som como referência durante os Jogos Paraolímpicos Rio 2016

Blinde fotograaf maakt prachtige foto’s paralympics

 Joao Maia tira fotos com seu smartphone usando o som como referência durante os Jogos Paraolímpicos Rio 2016

Als kunstenaar hoeven niet al je zintuigen perfect te werken. Dat bewijst de blinde fotograaf Joao Maia da Silva. Hij maakte de mooiste foto’s tijdens de Paralympics.

OGEN IN HET HART

Hij is de eerste fotograaf met een visuele beperking die de Paralympische Spelen op beeld vastlegt. Nu zou je verwachten dat die beelden allemaal mislukken, maar niets is minder waar. „Je hoeft niet te zien om te fotograferen”, vertelt Da Silva tegen Firstpost. „Mijn ogen zitten in mijn hart.”

AQUAREL

De voormalige postbezorger is 41 en verloor op zijn 28e zijn zicht door de ziekte uveitis, een ontsteking aan de ueva. De ueva is de iris en het vaatvlies. Daardoor ziet Da Silva alleen sommige vormen en kleuren als hij heel dichtbij is. „Mijn leven is een enorme aquarel.”

VERHAAL

Nadat hij braille had geleerd, ontwikkelde hij een interesse in fotografie. „Ik denk dat ik met fotografie de kans krijg mensen te vertellen dat ik visueel beperkt ben, maar tegelijkertijd ook dat ik besta en hier ben. Ik registreer wat ik zie, op mijn manier. Fotografie geeft vorm aan de manier waarop ik zie.”

LAWAAI

Da Silva begon met fotograferen met een gewone camera, maar gebruikt tegenwoordig zijn telefoon. Die kan hem helpen beter te focussen. „Wanneer ik dichtbij genoeg ben, kan ik het hart van de sporters voelen kloppen, de stappen horen en kan ik de foto maken. Maar met lawaai op de achtergrond is het moeilijk.”

Fonte: Metronieuws
João Maia trabalhando no Rio2016 sentado de costas para um painel azul olhando no visor da câmera profissional com uma lente fixa de 300 mm da série branca da Canon . João usa camiseta verde e colete de imprensa marrom.

 

João Maia trabalhando no Rio2016 sentado de costas para um painel azul olhando no visor da câmera profissional com uma lente fixa de 300 mm da série branca da Canon . João usa camiseta verde e colete de imprensa marrom.

L’absence de la vue n’est pas un obstacle pour faire des photos

Joao Maia est la preuve vivante qu’être aveugle ne ferme pas la porte à une carrière de photographe. Ayant perdu la vue à 28 ans, il a été le premier photographe aveugle accrédité pour les Jeux paralympiques à Rio de Janeiro.

Perdre la vue, cette tragédie est capable de mettre fin aux activités qui, dans la vie quotidienne, sont liées à cette capacité. L’histoire extraordinaire de Joao Maia racontée par le Huffington Post prouve le contraire. Le Brésilien Joao Maia, âgé de 41 ans, qui a perdu la vue à 28 ans suite à une grave maladie, est devenu le premier photographe aveugle accrédité pour travailler lors des Jeux paralympiques de Rio de Janeiro. Joao Maia publie ses photos sur Instagram.

Avant de perdre la vue, il travaillait à la poste. Mais après, il s’est intéressé à la photographie.

Même aujourd’hui, il est capable de distinguer les figures et les couleurs.

Il fait des photos avec une caméra professionnelle et un smartphone.

Parfois, il a besoin de demander l’aide des autres personnes pour qu’elles lui décrivent les sportifs ou les objets.

 

 

Fonte: Sputnik

 

imagem de uma câmera fotografando o por do sol

João Maia: las imágenes de un fotógrafo ciego en los Juegos Paralímpicos

imagem de uma câmera fotografando o por do solJoão Maia da Silva es un fotógrafo brasileño de 41 años que está cubriendo el evento deportivo del año paralímpico. Hasta aquí todo normal, pero la cosa cambia cuando nos cuentan que es ciego.

Ahora que los Juegos paralímpicos de Rio están a punto de acabar hemos descubierto algo muy interesante, un caso muy especial. João Maia da Silva es un fotógrafo brasileño de 41 años que está cubriendo el evento deportivo del año paralímpico. Hasta aquí todo normal, pero la cosa cambia cuando vemos que es ciego. A los 28 años sufrió la perdida, casi total, de la visión a causa una uveítis, una inflamación de la úvea, formada por el iris, el cuerpo ciliar y la coroides. Así que desde entonces toma las fotografías por intuición y porque a través del visor de la cámara puede ver formas y colores. Esto hace que sus fotografías tengan un sello distintivo, más saturadas y con un enfoque, valga la expresión, muy distinto al que estamos acostumbrados a ver.

Pero no sólo es el único retrón que está cubriendo los juegos, Rui Martins y Vitor Wang son también retrones, uno ciego y otro en silla de ruedas. Estos no han tenido la atención mediática de   nuestro protagonista, pero vemos que cada vez más se están empezando a resquebrajar las barreras que nos separan.

Generalmente los medios usan estas historias como inspiración, para decirnos que se puede si se quiere y toda esa retahíla de consignas liberales del esfuerzo y la oportunidad de romper barreras, pero no es suficiente. No es suficiente que uno pueda, es necesario entender que debemos seguir trabajando para que todos puedan y actualmente no siempre es así. Hay un determinismo que es muy difícil de romper: el económico. Según tengas dinero y medios para sobrevivir será más fácil acceder a según qué sitios y a veces ni eso. Pero volvamos a João.

Según ha comentado a diversos medios, el ser ciego le ha impedido el acceso visual al mundo y a la vez ha conseguido agudizar los otros sentidos para poder compensar su falta de visión. Ya hablamos aquí de otro caso similar, pero sin tanta relevancia internacional.

Como retrón, pero sobre todo como fotógrafo, estos casos me hacen plantearme los límites de la fotografía y cuales son sus signos distintivos. ¿Es enfocar bien? ¿Es encuadrar? ¿Es transmitir una información o una vivencia? Muchas preguntas que me ayudan a cuestionar lo que hago y cómo lo hago. Gente como João es necesaria para mantener a la sociedad despierta, dispuesta a cuestionarse toda clase de circunstancias.

En este caso Ricardo Rojas es un personaje fundamental en la carrera de João y el impacto mediático es menor en su caso, pero como él mismo dice, Ricardo es una especie de guía para ayudarle en su trabajo

Volviendo al trabajo de João me parece algo fuera de lo común. Tiene una viveza y un movimiento que, a pesar de no estar encuadradas de manera usual, no dejan de funcionar. Son realmente brillantes, más aún si consideramos la dificultad de un trabajo que João no puede ver, es hacer las fotos “a ciegas” con todo lo que supone, es decir, como si se tratara de un franco tirador que sólo tiene una oportunidad. El brasileño dice que es capaz de escuchar hasta el latido de los corredores y es que cuando uno le pone atención a las cosas, aprecia hasta el más mínimo detalle.

Su trabajo podéis verlo aquí

 

 

Fonte: El Diário

Foto de João Maia de frente com blusa azul escura e colete marrom

Foto de João Maia de frente com blusa azul escura e colete marrom

Vak fotós készíti a riói paralimpia legintimebb képeit

João Maia csak színeket és homályos foltokat lát, ennek ellenére ott van minden fotósárokban. Ilyenek egy majdnem vak sportfotós képei.

A most 41 éves João Maia sokáig postásként dolgozott, amikor – 28 évesen – egy szemgyulladás miatt rohamosan romlani kezdett látása. Majdnem teljesen megvakult, azóta is csak homályos formákat és színeket lát. Amikor szembesült a helyzettel, tehát, hogy sosem lát majd rendesen,

úgy döntött, fotós lesz.

Sikerült neki: sokáig profi felszereléssel dolgozott, de aztán megtetszett neki a mobilfotózás. Jelenleg Rióban, a paralimpián készíti szokatlanul életteli, intim hangulatú képeit a sportolók sikereiről, kudarcairól telefonjával. Foglalkozása nem csak terápia, hanem valódi hivatás, képeit a látó fotósok is elismerik, még akkor is, ha itt-ott némi segítségre van szüksége.

Nem kell látnod, hogy fotózz, az én szemem a szívemben van.

Azt mondja, fantasztikus érzés, hogy fotóival megmutathatja a látóknak, hogyan érzékeli a világot. Egyrészt hangokkal tájékozódik munka közben, másrészt, mivel azokat még látja, színekben, kontrasztban gondolkodik, ezért is ennyire élénkek a fotói, mindegyiken ellentétes vagy éppen egymást kiegészítő színekkel játszik. Csak az utómunkában és a feltöltésben segítenek neki. Egy rövid videóban megmutatja mindezt:

Itt pedig néhány kép tőle – Instagramját érdemes követni.

Fonte: 24HU

Oči nosím ve svém srdci, říká první
nevidomý fotograf na paralympiádě v Riu

Imagem na horizontal , retrato de meio corpo, fazendo a leitura da esquerda para direita, jornalista vestindo camiseta polo azul, ao meio eu com colete beje sobre camisa polo vermelha segurando duas câmeras profissionais e à direita, fotógrafo com colete verde aberto sobre camisa polo preta. Ao fundo, parede com a logomarca dos jogos Rio 2016, nas cores verde escuro, verde claro, azul e branco.

Nejen sportovci na paralympiádě dávají zdravým lidem možnost poznat jejich pohled na svět. Brazilský fotograf Joao Maia má sice zrakové postižení, jeho snímky ale již stihly oblétnout svět a jeho příběh symbolizuje ducha paralympiády. Je to první nevidomý fotograf paralympijských her.

Jednačtyřicetiletý Joao Maia před třinácti lety oslepl po zánětu uveálního traktu. Byla to pro něj velká rána, protože od dětství miloval fotografování a bál se, že se bude muset vzdát svého koníčku. Dnes je sice schopen pouze rozeznávat prostředí na vzdálenost jednoho metru, našel ale způsob, jak své postižení překonat. „Můj život je velká olejomalba,“ říká.

Foto de frente de João Maia com colete marromJoao Maia je první nevidomý fotograf na paralympiádě

Dál dělá to, co ho baví. Maia v současnosti pracuje jako fotograf na paralympiádě v Rio de Janeiru a jeho fotografie jsou, co do výpovědní hodnoty, srovnatelné s těmi od zdravých profesionálů.

Při práci se ptá lidí, kteří jsou poblíž, aby mu popsali atmosféru místa, jak vypadá atlet a jakou barvumá jeho dres.

„To, na čem mi záleží, je kontrast barev. Barvy a zvuky mi udávají směr,“ říká Maio.

Maia doprovází i dvojice asistentů, kteří mu pomáhají v orientaci po stadionech. „Když jsou blízko, zaposlouchám se do tlukotu srdce atletů a zvuku jejich kroků. Tehdy jsem připravený fotit. Ale větší vzdálenosti a příliš mnoho zvuků jsou pro mě složité,“ přiznal fotograf serveruFirstpost.

SEGUNDA ETAPA DO CIRCUITO CAIXA PARALÍMPICO. Discrição da imagem: Três atletas em movimento de corrida, com suas imagens refletidas em um espelho d'Água com da pista vermelha e o céu azul.Jeden ze snímků Joao Maia

Joao Maia nechce jen zaznamenávat momenty jako ostatní fotografové. Dle vlastních slov chce ukázat, jak člověk se zrakovým postižením vidí svět.

Podobně jako sportovci na paralympiádě, i on reprezentuje lidi s postižením. „Nepotřebujete oči, abyste fotili. Oči nosím ve svém srdci,“ dodává.

Fonte: Lidovky

 

Duas imagem lado a lado. A do lado direito João Maia trabalhando no Rio2016  sentado de costas para um painel azul olhando no visor da câmera profissional com uma lente fixa de 300 mm da série branca da Canon . João usa camiseta verde e colete de imprensa marrom. A do lado esquerdo a imagem do João Maia e Janeth , prefeita da vila dos atletas. João veste camiseta polo vermelho claro com o colete de fotografo marrom e a credencial de imprensa pendurada no pescoço, está ao lado esquerdo de Janeth que veste uma camiseta da cor azul esverdeado , também com a credencial pendurado no pescoço. Ambos têm cor de pelo escura , cabelos negros , estão sorrindo e de frete para a foto.

« Je n’ai pas besoin de voir pour prendre des photos, j’ai les yeux du cœur », assure le photographe brésilien Joao Maia. À le voir à l’œuvre au Stade olympique de Rio, on pourrait se demander s’il est vraiment aveugle, ou si effectivement « l’essentiel est invisible pour les yeux », comme l’écrivait Saint-Exupéry dans le Petit Prince. Ce vendredi 9 septembre 2016, il suit à travers son objectif le saut en longueur qui offrira à la Française Marie-Amélie Le Fur la médaille d’or et le record du monde. L’arc décrit dans les airs par l’athlète, l’expression de son visage au moment où elle retombe, les grains de sable giclant sous l’impact : ses images sont saisissantes (les voir sur son compte Instagtram en lien ci-dessous).

Faire part de sa sensibilité

Joao a 41 ans et vit aujourd’hui d’une pension d’invalidité. Il était postier à São Paulo lorsqu’il a contracté, à 28 ans, une inflammation de l’uvée. En un an, la lumière s’est éteinte. Même si, de très près, il perçoit encore certaines formes et couleurs. Il apprend à se déplacer avec une canne, suit quelques cours de braille. Surtout, il se met à rêver de photographie. « La photographie, c’est la sensibilité, estime-t-il. Je trouve ça merveilleux de pouvoir montrer le monde comme je le « vois », comme je le sens ». L’appareil dans une main, la canne dans l’autre, il gravit les escaliers de la tribune des photographes et prend position. C’est la première fois qu’il couvre un événement sportif de cette envergure.

Tout à l’oreille

Auparavant, il n’avait suivi que des épreuves-test en vue des Jeux olympiques, des compétitions locales avec un public très réduit. Un contexte parfait pour lui qui travaille surtout à l’oreille. Aujourd’hui, c’est différent. Joao tente de photographier les courses de sprint, mais la ligne de départ est très loin. « Quand je suis près, je perçois jusqu’aux battements de cœur des athlètes, leurs pas, leurs battements de mains, et je suis prêt à déclencher, explique-t-il. Mais entre le bruit du public et la distance, ce n’est pas facile. »

Avec deux anges gardiens

Joao a débuté avec un appareil automatique traditionnel. Aujourd’hui, il utilise un téléphone cellulaire de dernière génération, qui l’avertit quand la lumière est bonne et la photo nette. Il est accompagné par Ricardo Rojas et Leonardo Eroico, deux animateurs du projet « Superaçao-2016 » (Dépassement-2016), auquel participe un autre photographe handicapé, en fauteuil roulant. Rojas est le fondateur de Mobgrafia, un mouvement culturel consacré à l’art visuel avec smartphone. « Sans ces deux accompagnateurs je ne pourrais rien faire, confie l’artiste dont le compte Instagram (voir lien ci-dessous) est suivi par plus de 7000 personnes. Ils m’aident pour l’édition des photos que je ne peux pas faire, ils postent les images sur les réseaux sociaux. Ils sont mes yeux ».
Pas très satisfait de ses premières prises de vue sur le 100 m, Joao se rabat sur le saut en longueur. Le bac à sable où atterrissent les athlètes est tout proche. « Ici c’est bien. Ils sont en train de ratisser le sable, n’est-ce pas ? Je l’entends parfaitement. Le zoom est bien réglé ? Montre-moi où est la planche de saut. OK. Avertis-moi quand il saute pour que je sois prêt », demande-t-il à l’un de ses anges gardiens.

La part d’intimité

Fermement appuyé contre un muret, il commence à mitrailler des images dignes de couvertures de magazines sportifs : la Française Marie-Amélie Le Fur célébrant sa victoire, enroulée dans un drapeau français dont ne ressort que sa prothèse ; la Néerlandaise Marlene van Gansewinkel assise en train de bavarder avec la Britannique Stef Reid, en attendant la fin de l’épreuve… « Il ne s’agit pas simplement des saisir l’action, ces photos montrent la part d’intimité », précise Joao. Lui connaît bien le monde de l’athlétisme, ayant tenté de se lancer dans une carrière d’athlète paralympique. « Je n’ai pas pu intégrer l’équipe, le niveau est trop élevé. Mais le sport est tout pour moi et aujourd’hui, je le suis avec mon appareil ». Le prochain défi? « Apprendre l’anglais. Nous irons à Tokyo, au moins en rêve… »

 

 

Fonte: Handcap