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Imagem na horizontal , retrato de meio corpo, fazendo a leitura da esquerda para direita, jornalista vestindo camiseta polo azul, ao meio eu com colete beje sobre camisa polo vermelha segurando duas câmeras profissionais e à direita, fotógrafo com colete verde aberto sobre camisa polo preta. Ao fundo, parede com a logomarca dos jogos Rio 2016, nas cores verde escuro, verde claro, azul e branco.

The blind photographer who covered the Paralympics

 

An inflammation of the eye called uveitis left Joao Maia da Silva almost completely blind at 28-years-old, but could not stop him from becoming a photographer and fulfilling his dream of covering the Paralympic Games.

In 2003, the Brazilian took part in a photography course for visually impaired people. That started a career that reached its peak earlier this September when he covered Rio 2016 and became internationally known for his striking talent.

“I might have lost the physical vision but acquired the emotion and the sensitivity, both also indispensables to be a photographer,” he said.

“I can see the world through the camera lenses and want to tell stories through photography.”

Da Silva could be seen at every venue with photographer Ricardo Rojas, who describes to him the environment he will be shooting in.

“Once I know well how the conditions are, I appeal to all my five senses, especially hearing, to start taking photos,” he explained.

“I especially like football 5-a-side because people have to remain in silence and I can follow the ball´s and players´ sounds.”

The 41-year-old was an athlete, competing in javelin and shot put in regional events, where he used to take the camera to start shooting once his events were over.

“I started with sports and photography more or less at the same time. And I had the chance to take photos at the same events I used to take part in. So I was both an athlete and a photographer,” he said.

The Rio 2016 Paralympic Games was the biggest event he has ever shot, but the Brazilian is far from feeling satisfied and seeks to keep learning and attending Para sport competitions.

“I was so happy in Rio, learning from some of the world´s best photographers. There are so many excellent professionals,” he said.

“You should never say ´I know´ because there is always something new to discover and photography is about constant learning.

“I actually believe photography is about light, knowledge and opportunity. Light because it guides me, knowledge because you need to learn something new every day and opportunity like the one I had to cover the world´s biggest Para sport event.”

 

 

 

Fonte: Paralympic Games

João Maria trabalhando como fotografo nos jogos paralímpicos de blusa vermelha e colete marrom.

Joao Maia Da Silva, el fotógrafo ciego que cubrió los Juegos Paralímpicos

João Maria trabalhando como fotografo nos jogos paralímpicos de blusa vermelha e colete marrom.

El brasileño, de 41 años, perdió la visión casi por completo a los 28 por una uveítis, una enfermedad inflamatoria que le afectó ambos ojos. | EFE

“No necesito ver para fotografiar, tengo los ojos del corazón”, afirmó el brasileño que rompió paradigmas durante el evento deportivo en Río.

Una máxima de la fotografía reza que una cámara buena no es sinónimo de fotos buenas, porque la calidad depende de los ojos del profesional, pero este axioma fue triturado en pedazos cuando el brasileño João Maia se convirtió en el primer fotógrafo ciego que cubrío unos Juegos Paralímpicos.

“La fotografía es sentir, usar tus sentidos, como la audición, y tener sensibilidad por encima de todo”, comentó Maia a Efe mientras preparaba su cámara para tomar imágenes de un partido de golbol durante los Juegos Paralímpicos que se celebran en Río de Janeiro.

Respaldo. Maia asegura que recibe el calor y el respeto de sus colegas de la prensa y afirma que muchos fotógrafos le han dicho estos días que él les “cambió la visión” acerca de su profesión.

El brasileño, ahora con 41 años, perdió la visión casi por completo a los 28 por una uveítis, una enfermedad inflamatoria que le afectó ambos ojos.

 João maria com segurando a camera na frente do rosto

Frustación. Explica que todavía puede percibir bultos y colores vivos a distancias muy cortas, a alrededor de un metro y también en el visor de su cámara. Sin embargo, Maia no es capaz de ver el resultado de su trabajo, algo que asegura que no le frustra. “Una vez que hago una foto, ya no es mía, sino del mundo”, dice.

Para cubrir un complejo evento deportivo como los Juegos Paralímpicos, recibió ayuda de su colega Ricardo Rojas, quien también fue su descubridor y le fichó para el proyecto Mobografia, una web de arte visual captada con teléfonos móviles y que lo acreditó para los Juegos. “Ricardo es mi guía, es igual a los atletas deficientes, que tienen guía. Él me dice cómo está el deportista y me describe el ambiente”, relata.

Preparación. La tarea es más fácil cuando fotografía deportes en los que el público está obligado a permanecer en silencio, como el golbol y el fútbol de cinco jugadores. En esas ocasiones tiene la misma ventaja que los jugadores y puede escuchar el cascabel que lleva el balón y anticiparse a las jugadas.

Usó una cámara profesional, pero se sirve apenas de una lente de 50 milímetros, la distancia focal que, según los fotógrafos, es más parecida a la visión humana, ya que no puede costearse los caros teleobjetivos que usan sus colegas de profesión. Como no tenía a su guía al lado, ejercitó su profesión con un teléfono móvil y una aplicación que le da informaciones por voz al tocar la pantalla, para saber dónde está el objeto que pretende captar.

 

Reconocimiento. A raíz de su participación en los Paralímpicos, João se ha convertido en una celebridad en Brasil y en especial en el mundillo de la fotografía.Antes tenía unos cientos de seguidores en su cuenta de Instagram y ahora pasa de 5.000; también perdió la cuenta de las entrevistas que ha concedido.

Espera que todo este reconocimiento se traduzca en llamadas telefónicas una vez que acabe el evento deportivo, para conseguir empleo relacionado con la profesión que ama. EFE

 

 

 

Fonte: Capital

João Maia, fotógrafo piauiense cego, clica a Rio-2016 com a ajuda do som

Descrição da imagem pra cego ver: foto na horizontal , de corpo inteiro . Atleta de cor de pele branca . Cabelos castanhos de braços estendidos segurando a bandeira nas suas costas.de camiseta curta (barriga de fora) branca e short curto preto . Utiliza prótese na altura do joelho na perna esquerda. Com expressão de muita felicidade

O fotógrafo piauiense João Maia, 41, trabalhou durante a Paraolimpíada inteira, mas não viu nada. Cego, tem chamado a atenção do público ao circular pelo estádio carregando a câmera em uma mão e uma bengala na outra.

Maia vê apenas vultos de cores, então trabalha com a ajuda de colegas, que miram a câmera a partir de instruções dele. O momento do clique é decidido com base em outros estímulos, como o som.

No atletismo, modalidade que mais fotografou, conta também com sua experiência no esporte, que praticou por anos depois que ficou cego, aos 28. “Sei quando as coisas importantes acontecem”, diz.

Suas fotos são reconhecíveis por registrarem os mesmos momentos que as de outros fotógrafos, mas de ângulos diferentes.

Maia é afeito à fotografia desde os tempos do Ensino Médio, que cursou em uma escola técnica em sua cidade, Bom Jesus (PI), de 22 mil habitantes. Chegou a fazer cursos por correspondência. Formado, rumou para São Paulo, onde parte de seus dez irmãos já viviam. Virou carteiro, sem parar de fotografar.

“Não sou um profissional, não tenho a pretensão de dizer que minhas fotos são maravilhosas, mas sou um apaixonado. Se as minhas fotos te sensibilizam de alguma forma, isso já basta para mim.”

Foi ficando cego aos poucos, após contrair uma uveíte, doença inflamatória nos olhos. Aposentado por invalidez, ingressou na faculdade de história com uma bolsa de atletismo e passou a fotografar competições do circuito paradesportivo.

“Não sou o único fotógrafo cego, tem um bando por aí, mas sou o primeiro a fazer uma Paraolimpíada, o único com essa experiência”, diz.

Foi parar na Paraolimpíada pelo projeto Mobgraphia, que reúne diversos fotógrafos com deficiência para produzir documentário e livro ao final da cobertura.

O grupo trabalha exclusivamente com fotos de celular. Maia publica as suas no Instagram. As legendas são sempre descritivas e seguidas pelo hashtag #pracegover.

Com programas de leitores de tela, deficientes visuais conseguem ouvir uma leitura do conteúdo, e assim podem “ver” as fotos de Maia.

“Alguns momentos do esporte são difíceis de registrar até para nós, fotógrafos ‘normais’. Ele pega muitos deles. Isso é muito impressionante. Aí vem a sensibilidade. Não se aprende a ser fotógrafo, ou você é ou não é. E o João é”, diz o colega Ricardo Rojas.

 

 

Fonte:  Folha de São Paulo UOL ​Brasil

Imagem de Joao Maia tirando fotos com seu smartphone usando o fone de ouvido, logo usa o som como referência. AFP '' Joao Maia tira fotos com seu smartphone usando o som como referência durante os Jogos Paraolímpicos Rio 2016

Blind Brazilian photographer Joao Maia takes pictures with his smartphone using the sound as a reference during the Rio 2016 Paralympic Games in Rio de Janeiro, Brazil on September 9, 2016. 41-year-old Maia lost his sight at age 28 due to an affection of the uvea. This is the first sportive event y covers as a photographer. / AFP / CHRISTOPHE SIMON (Photo credit should read CHRISTOPHE SIMON/AFP/Getty Images)

Athletes aren’t the only people defying the odds at the 2016 Paralympics.

Joao Maia, a photographer who is visually impaired, is covering the international sporting event in Rio by taking beautiful photos.

He is the first photographer with visual impairments to cover the Paralympic Games, according to the below video by Rio 2016.

You don’t need to see to take photographs. My eyes are in my heartJoao Maia

“You don’t need to see to take photographs. My eyes are in my heart,” Maia told Firstpost, an Indian news organization.

Maia, 41, is a former postman from Sao Paulo, Brazil. He lost his sight when he was 28 after developing uveitis, an inflammation of the middle layer of the eye. He can now only see some shapes and colors when he’s close up.

“My life is a huge water color painting,” he explained in the above video.

While Maia learned Braille and how to use a cane, he developed an interest in photography. He explains to World is One News, an international English-speaking news source, that photography allows him to express himself.

 “I think photography gives me the opportunity to tell people I am visually impaired, that I exist, that I am here. I am registering what I see, in my way: out of focus [and] blurry. But, the way I see it, photography gives shape to my view.”

CHRISTOPHE SIMON VIA GETTY IMAGES
Brazilian photographer Joao Maia.

Maia started taking pictures with a traditional camera but now uses a smartphone to snap his photos, which helps with focusing.

According to Rio 16’s video, Maia also relies on able-sighted people around him for help. He asks them questions such as what the athlete looks like and what they are wearing.

He then looks for a color contrast he likes or the right moment, and then starts snapping away.

“When I am close enough I feel the runners’ heartbeats, their steps and then I’m ready to take the picture,” he told Firstpost but admits that he still has his struggles. “But with noise and distance I find it difficult.”

He also gets help from others in regards to editing and posting his photos to social media, like his Instagram, according to the outlet.

Yet, the photos are still his own. He told Firstpost:

“It’s not just action I want to capture but the intimacy.”

See some of Maia’s photography below:

Fonte: The Huffingtonpost 

João Maia segurnado uma camera profissional de blusa vermelha e colete marrom entre 2 homens o da esquerda é moreno veste blusa azul e usa um óculos e o da direita  possui barba branca veste blusa preta e um colete verde

Meet Joao Maia, the visually impaired photographer breaking boundaries at the Paralympics

You’d be forgiven for thinking it was just the athletes who were providing the inspiration in Rio this summer.

But if you were to look to the sidelines, taking pictures of the athletes throughout the Paralympic Games is Joao Maia, the first visually impaired photographer to officially cover the event.

Maia can see only around a metre in front of him. With his vision blurred and coloured, he often asks people nearby to describe the scene around him.

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Maia says that colour contrast is hugely important to him, joking that people in yellow swimming caps make him happy.

The result is some stunning photography.

Supremely impressive work, Joao.

Imagem de João Maia trabalhando em estádio no Rio2016  sentado de costas para um painel azul sorrindo e segurando a câmera profissional com uma lente fixa de 300 mm da série branca da Canon . João usa camiseta verde e colete de imprensa marrom.

Não precisa ver, ele fotografa com o coração

É cego, mas isso não o impede de tirar boas fotografias. E está a prová-lo nos Paralímpicos do Rio de Janeiro.

Chama-se João Maia. Tem 41 anos. Foi carteiro, mas hoje vive de uma pensão de invalidez. Há mais de uma década diagnosticaram-lhe uma inflamação da úvea, a túnica intermédia dos olhos.

Não tardou a que o mundo ficasse escuro, ainda que, muito de perto, ainda consiga vislumbrar algumas cores e formas.

Mudou de vida, mudou a vida. Aprendeu Braille, mas, sobretudo, conta o enviado da France-Presse ao Jogos do Rio, dedicou-se à fotografia.

“A fotografia é sensibilidade. Acho maravilhoso poder, através dela, mostra o mundo como o “vejo”, como o sinto. Não preciso de ver para fotografar, tenho os olhos do coração”.

Antes dos Paralímpicos 2016, João já havia feito a cobertura de algumas provas de atletismo. Só que essas tinham para ele uma enorme vantagem: o público era pouco, não havia quase barulho, e isso permitia-lhe seguir os atletas “de ouvido”.

Agora, no bulício dos Jogos, diz que o desafio é maior: “Entre o ruído do público e a distância a que fico, não é fácil”.

Mas, tudo se resolve. Tem como “assistente” um telemóvel de última geração que o avisa quando a luz é perfeita e a fotografia vai ficar límpida.

imagem na noite chuvosa do evento teste paralímpico no Engenhão Rio 2016

Captadas as imagens, depois o resto fica por conta de dois companheiros do projeto “Superação-2016”.

“São eles que me ajudam na edição das fotografias e que as publicam nas redes sociais. Eles são os meus olhos”.

Ainda de dedo pronto para continuar a fotografar os Jogos do Rio, João Maia já tem outros planos. Diz que vai aprender inglês para cobrir os Paralímpicos de Tóquio, daqui a quatro anos.

“Havemos de lá estar, pelo menos em sonhos”.

 Fonte: TSF 

‘My eyes are in my heart’: Blind photographer Joao Maia covers Rio Paralympics 2016

Joao Maia tira fotos com seu smartphone usando o fone de ouvido, logo usa o som como referência. AFP

Rio de Janeiro: Joao Maia is one of many talented photographers covering the Rio Paralympics, but with a twist: he can’t see what he shoots.

“You don’t need to see to take photographs. My eyes are in my heart,” he said at the Engenhao athletics stadium.

Somehow the blind photographer pulls off what might seem like an impossible task. His pictures have magazine quality, seemingly taken by a normally sighted professional.

For example, there’s his shot of the world recording setting long jump by French athlete Marie-Amelie Le Fur: it captures her expression as she falls and the sand arcs up perfectly around her.

Maia, 41, lost his sight when he was 28 after suffering uveitis, an inflation of the eye. It took a year, but finally he was left unable to see anything more than shapes and some colors when he is close enough.

Working as a postman in Sao Paulo, Maia learned to use a cane and took classes in Braille. He also began to become interested in photography.

“Photography is about sensitivity. I think it’s marvelous to be able to show how I perceive the world, how I see it, sense it,” he said.

Borrowed eyes
With a camera in one hand and cane in the other, Joao joined the sports photographers on the tribune at the Paralympic stadium this week.

He’d go practice in sports photography during the warm-up events staged over the last year for the Rio Olympics, where the small crowds were perfect for allowing him to concentrate on using his sense of hearing.

His first thought was to photograph the track races, but he found the scale and distances too hard.

“When I am close enough I feel the runners’ heartbeats, their steps,” he said, “and then I’m ready to take the picture. But with noise and distance I find it difficult.”

Although he started with a traditional camera when he first became serious in 2008, he now uses a latest generation smartphone, which he says has excellent focusing.

Helping him are the people he calls his borrowed “eyes” — Leonardo Eroico and Ricardo Rojas, whose Mobgrafia initiative promotes art photography using cellphones. Maia and another photographer, who is confined to a wheelchair, are documenting the Paralympics with their encouragement.

“Without them I could do nothing. They help me with the editing, which I could never do, and they put my pictures up on social networks,” he said. The blind photographer’s Instagram account @joaomaiafotografo now has some 1,800 followers.

Intimacy
Maia turned away from the track shots and found satisfaction instead at the long jump pit, where the small dimensions and close-up dramas are perfect. But he is always trying to improve.

“This is good. They’re raking the sand, right?” he asks, listening carefully. “Have I got the zoom right?… Tell me when they start to run so that I am ready.”

Then as the athletes come flying in, he takes striking picture after picture.

One gets Le Fur wrapped in a French flag, with just her prosthetic leg emerging. Another shows Dutch athlete Marlene van Gansewinkel and Britain’s Stefanie Reid talking while waiting for the end of the event.

“It’s not just action I want to capture but the intimacy,” he says.

Maia once tried to get into Paralympic sport himself, but found the athletic level too high.

Now, living on his pension from the post office, he says sport is truly “everything for me and now I follow it with a camera.”

Next up, he hopes: the 2020 Paralympic Games in Tokyo. “At least this is a dream,” he says.

 

 

Fonte: F.Sports

Deficiente visual fotografa Paralimpíadas

Foto feita na prova de triatlo para deficiente visual. Vindo da direita para esquerda, atletas mulheres em uma bicicleta de dois lugares na cor azul, com a roda dianteira raiada e a traseira fechada com tampão corta vento na cor preta.  A atleta que guia a bicicleta tem pele bronzeada, veste maiô vermelho e amarelo e usa capacete branco. A atleta sentada atrás tem pele muito branca, veste maiô da mesma cor da companheira e capacete nas cores vermelho e amarelo. Delimitando o traçado do circuito existem divisórias plásticas na cor verde claro e ao fundo estão os prédios da orla de Copacabana.

DISCRIÇÃO DA IMAGEM:  Foto na horizontal atleta em movimento de corrida na pista de cor vermelha com listras brancas.  DISCRIÇÃO DO ATLETA:  Atleta em primeiro plano de cor de pele negra, trajando uma regata verde florescente com short azul escuro e tênis laranja, em segundo pleno dois atletas desfalcados, com céu azul.

Descrição da imagem pra cego ver: Imagem na horizontal do atleta Daniel Dias em plano americano, em posição lateral com rosto ligeiramente virado para a esquerda, usando cabelo raspado, cor da pele branca, com sorriso largo, com camiseta do Brasil verde de podiam, com a medalha de ouro no peito é o mascote dos jogos na mão e em segundo plano a torcida na arquibancada ligeiramente desfocada. Maior medalhista brasileiro paralimpico... Daniel Dias!

A deficiência visual não é barreira para fotografar profissionalmente João Batista da Silva ( foto acima) , 41 anos, é morador do Brás em São Paulo, capital – aluno de fotografia eduK há 1 ano e meio.

Descrição da imagem pra cego ver: Imagem do símbolo paralimpico escultura com três elementos em formato de meia lua com dois em pés e um deitado. A meia lua em pé a extrema esquerda vermelho. Logo ao lado direito o outro elemento em pé é azul e o terceiro mais à direita, deitado é verde. Os três emento estão presos em uma base retangular de madeira marrom sobre o piso na cor alaranjada. Ao fundo o céu azul com algumas nuvens esbranquiçadas

Descrição da imagem pracegover: imagem na horizontal com ciclista em primeiro plano fazendo uma curva fechada, usando capacete azul e branco, camiseta predominantemente branca com manga curta azul escuro e número 56 prezo nas costas, bermuda preta, sapatilha verde bem claro e detalhes escuros, quadro da bicicleta predominantemente vermelho com detalhes pretos e amarelos.

Descrição #pracegover  No primeiro plano, jogador de pele Clara sentado em uma cadeira de rodas apropriada para a pratica do rugby em cadeiras de roda, vestindo uniforme vermelho e calça preta, em deslocamento com a cadeira de rodas cinzas em alta velocidade, ao fundo outro jogador da mesma equipe em movimento. Neste segundo plano onde está o companheiro de equipe esta desfocado dando sensação de puro movimento.

João perdeu a visão aos 28 anos por consequência de uma uveíte bilateral. A doença deixa sequelas que só são constatadas tempos depois e, no caso de João, o olho direito teve descolamento de retina, além de zerar a pressão ocular e no esquerdo, uma lesão no nervo ótico o deixou com a visão muito baixa. Hoje ele percebe vultos, cores e formatos (quando estão bem definidos e próximos).

Na adolescência e juventude, João foi atleta e treinou para participar de Olímpiadas: praticava lançamento de peso, dardo e disco. A deficiência visual atropelou o sonho, mas ele superou, se entregou para a fotografia e, em setembro próximo, João vai fotografar as Paralimpíadas Rio 2016 e será o primeiro fotógrafo com deficiência visual a cobrir o evento. Ele utiliza um aplicativo de celular que o direciona de toda a cena da foto por voz e atende ao comando dele para os cliques, além de câmeras convencionais de fotografia profissional.

No primeiro plano,bola de goolbol azul flutuando em alta velocidade, à frente do jogador. Cor da pele morena, cabelos pretos, vestindo uniforme na cor vermelha, com calças pretas , em posição de ataque agachado com a perna direita levantada e o braço direito à frente fazendo o movimento de lançamento da bola. Ao fundo arquibancada com os torcedores e ao lado direito da imagem a trave.

 Imagem da pista de atletismo do estádio do Engenhão. Em primeiro plano o chão azul claro e logo atrás a pista de atletismo com os atletas , deficientes visuais e seus guias , logo após a linha de chegada da prova dos duzentos metros rasos. São 4 atletas com seus guias. Ao fundo mais acima as luzes do estádio estão acesas e céu escuro da noite.

Foto panorâmica da quadra principal do tênis paralimpico. A imagem mostra uma arquibancada com pouco público e cadeiras mas cores amarelo , laranja e vermelho, ao centro da imagem a quadra aparece enfestais na cor verde. Nas laterais da imagem vemos parte da arquibancada com muita sobra

Descrição pra cego ver : Atleta da modalidade de triathlon , com prótese na perna esquerda , pedalando na prova de ciclismo no percurso de corrida com o piso azul bem forte , lodo atrás da bicicleta uma placa baixa nos tons de verde divide as pistas de corrida. Ao fundo uma grade divide a área onde o público assiste e torce para os competidores.

Descrição #paracegover Atleta correndo da esquerda para direita, com prótese nas duas pernas, vestindo roupa de competição azul e usando um boné também na cor azul. Cor de pele clara e cabelos loiros, com o número 203 pintado no braço direito. Ao fundo estão as divisórias de proteção do circuito em verde claro e prédios no último plano.

 

A fotografia entrou na vida de João ainda na adolescência, mas ele mesmo se define como um simples amante da arte desde então. Tem como ídolo e referência Evgen Bavcar (fotógrafo esloveno – deficiente visual – de grande destaque internacional). João acredita que a disponibilidade para estar sempre se atualizando e aprendendo é essencial para fotografar.

Imagem de uma bengala numa calçada de pedras ao fundo carros e pessoas andando

Ao ser diagnosticado com a deficiência visual, aos 28 anos de idade, João perdeu o emprego de carteiro. Passado o período de aceitação, ele se atirou na fotografia: tomou conhecimento sobre maneiras de se aperfeiçoar. Ele é especialista da editoria de esportes e se dedicou a cobrir eventos como o Circuito Caixa de Atletismo: “Como eu já tinha familiaridade com o ambiente, rotina e toda a percepção do atletismo, ficou mais fácil e hoje acabo conseguindo cliques até melhores que os fotógrafos sem deficiência. Eu sei onde e como o atleta estará no momento da largada, da chegada…sei como me posicionar, monto meu tripé com minha DSLR e disparo o automático na hora exata. ”

imagem de baixo para cima de uma calçada de paralelepípedos ao fundo prédios e pessoas andando

João considera a eduK essencial para a carreira dele: “com os cursos eu consigo entender detalhes, voltar a cena e pegar todo o conteúdo com muita facilidade”.

Hoje, com a meta de participar de um evento olímpico alcançada, João estabeleceu outro objetivo: o de levar a fotografia com acessibilidade para todo o país. “Quero montar uma exposição acessível com minhas fotos onde tenham legendas em braile ou relevo para expandir ainda mais este universo e mostrar que a deficiência não é um fim e sim um começo de uma nova vida”.

“Defino fotografia em 3 palavras: luz, conhecimento e oportunidade”, João Batista da Silva, fotógrafo paulistano, 41 anos, aluno eduK. Primeiro deficiente visual a cobrir uma Paraolimpíada.

 

Fonte: Catraca Livre

Deficiente visual vai fotografar Paralimpíadas

A deficiência visual não é barreira para fotografar profissionalmente. João Batista da Silva, 41 anos, é morador do Brás em São Paulo, capital – aluno de fotografia eduK há 1 ano e meio
João perdeu a visão aos 28 anos por consequência de uma uveíte bilateral. A doença deixa sequelas que só são constatadas tempos depois e, no caso de João, o olho direito teve descolamento de retina, além de zerar a pressão ocular e no esquerdo, uma lesão no nervo ótico o deixou com a visão muito baixa. Hoje ele percebe vultos, cores e formatos (quando estão bem definidos e próximos).


A fotografia entrou na vida de João ainda na adolescência, mas ele mesmo se define como um simples amante da arte desde então. Tem como ídolo e referência Evgen Bavcar (fotógrafo esloveno – deficiente visual – de grande destaque internacional). João acredita que a disponibilidade para estar sempre se atualizando e aprendendo é essencial para fotografar.
Ao ser diagnosticado com a deficiência visual, aos 28 anos de idade, João perdeu o emprego de carteiro. Passado o período de aceitação, ele se atirou na fotografia: tomou conhecimento sobre maneiras de se aperfeiçoar. Ele é especialista da editoria de esportes e se dedicou a cobrir eventos como o Circuito Caixa de Atletismo: “Como eu já tinha familiaridade com o ambiente, rotina e toda a percepção do atletismo, ficou mais fácil e hoje acabo conseguindo cliques até melhores que os fotógrafos sem deficiência. Eu sei onde e como o atleta estará no momento da largada, da chegada…sei como me posicionar, monto meu tripé com minha DSLR e disparo o automático na hora exata. ”
João considera a eduK essencial para a carreira dele: “com os cursos eu consigo entender detalhes, voltar a cena e pegar todo o conteúdo com muita facilidade”.
Hoje, com a meta de participar de um evento olímpico alcançada, João estabeleceu outro objetivo: o de levar a fotografia com acessibilidade para todo o país. “Quero montar uma exposição acessível com minhas fotos onde tenham legendas em braile ou relevo para expandir ainda mais este universo e mostrar que a deficiência não é um fim e sim um começo de uma nova vida”.
“Defino fotografia em 3 palavras: luz, conhecimento e oportunidade”, João Batista da Silva, fotógrafo paulistano, 41 anos, aluno eduK. Primeiro deficiente visual a cobrir uma Paralimpíada.

 

 

Fonte: ACEC

Imagem embasada de João Maia de casaco vermelho

João Batista, 41 anos, será o primeiro fotógrafo cego a cobrir uma Paralimpíada. O paulistano, que aos 28 anos perdeu a visão por causa de uma uveíte bilateral (inflamação do globo ocular), hoje recorre à fotografia como forma de “enxergar” o mundo.

Na juventude ele foi atleta e treinou para participar das Olimpíadas, praticava lançamento de peso, dardo e disco. Mas foi na fotografia que se encontrou. Por meio de cursos, João aprendeu a utilizar as tecnologias do aparelho celular para o direcionar em cada cena por comando de voz.

Como já tinha familiaridade com o esporte, ficou mais fácil se especializar nessa editoria e hoje cobre eventos na área. Segundo ele, o primeiro objetivo já foi alcançado, o de cobrir as Paralimpíadas, o segundo é criar uma exposição acessível com suas fotos e mostrar que “a deficiência não é um fim e sim um começo de uma nova vida”.

 

Fonte Revista D+