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Após entrevista para o jornal do SBT, à direita a repórter cor de pele parda, cabelos lisos amarrados, trajando uma camisa polo preta e calça rosa pink com uma mochila vermelha em suas costas, usando também óculos escuro, carregando em suas mão o microfone da emissora. A esquerda o repórter cinematográfico, cor de pele branca, cabelos grisalhos trajando uma camisa polo preta, calça jeans preta carregando em suas mão uma câmera de vídeo, todos com expressão de felicidade.

KISAH INSPIRATIF
Pria Tunanetra Jadi Fotografer Resmi Paralympic 2016

Após entrevista para o jornal do SBT, à direita a repórter cor de pele parda, cabelos lisos amarrados, trajando uma camisa polo preta e calça rosa pink com uma mochila vermelha em suas costas, usando também óculos escuro, carregando em suas mão o microfone da emissora. A esquerda o repórter cinematográfico, cor de pele branca, cabelos grisalhos trajando uma camisa polo preta, calça jeans preta carregando em suas mão uma câmera de vídeo, todos com expressão de felicidade.

Joao Maia (tengah) fotografer penyandang tuna netra Paralympic Games 2016 (Instagram Joaomaiafotografo)

Solopos.com, RIO DE JANEIRO – Kompetisi olahraga internasional untuk penyandang disabilitas Paralympic Games 2016 mengurai cerita unik. Selain atletnya yang menyandang disabilitas, salah satu fotografer yang meliput acara itu juga seorang difabel tunanetra dengan kemampuan mengagumkan.

Joao Maia, 41, fotografer resmi Paralympic Games 2016 yang merupakan penyandang disabilitas tunanetra. Joao masuk dalam kategori tunanetra low vision, atau tidak buta total.

Mantan tukang pos dari Sao Paulo, Brasil, itu kehilangan penglihatannya di usia 28 karena radang di bola mata. Kini Joao Maia hanya bisa melihat beberapa bentuk dan warna jika ia mendekatkan mata pada objek.

Di sela-sela kesibukan belajar huruf braile, Joao mengembangkan ketertarikan di dunia fotografi. Ia merasa fotografi memberikan kesempatan pada dirinya untuk membuktikan talentanya pada dunia. Meskipun penyandang tuna netra, ia bisa menjadi apa yang ia inginkan.

Dilansir Hufftingtonpost, Jumat (16/9/2016), Joao adalah fotografer Paralympic pertama yang menyandang tunanetra.

“Kalian tidak perlu melihat untuk mengambil foto. Mataku adalah hatiku,” ungkap Joao.

Selama meliput Paralympic Games, 7-18 September 2016, Joao Maia, meminta bantuan orang disekitarnya. Ia butuh deskripsi mengenai atlet yang sedang berlaga. Setelah itu Joao mencari kontras warna yang bisa ia tangkap, kemudian foto mulai diambil.

“Saat saya cukup dekat, saya bisa merasakan langkah kaki dan detak jantung para atletnya, momen itulah saya mengambil foto,” jelas Joao Maia.

Joao Maia juga mendapat bantuan dalam menyunting foto dan mengunggah foto-foto miliknya melalui akun Instagram Joaomaiafotografo.

(Muhammad Rizal Fikri/JIBI/Solopos.com)

 

 

 

Fonte: Solopos

João está com a câmera nos olhos para flagrar um atleta de corrida

Posso ver além dos olhos

Os Jogos Paralímpicos tem um cenário completo não só de atletas com deficiência, mas, de profissionais técnicos, público e inclusive profissionais de imprensa com deficiência. Pessoas que encontram no evento o seu espaço, os seus heróis e suas oportunidades, que o mundo “sem deficiência” restringe. E o melhor de tudo isso é a competência que incomoda. Ao pensarmos que um atleta sem as duas pernas está a 2 segundos de diferença do tempo do melhor velocista do mundo Usain Bolt. Ou, que a mesatenista polonesa Natalia Partyka, de 24 anos, que nasceu sem a mão e parte do antebraço direito, é uma das dez atletas do mundo a combinar participações nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, vemos que tudo é possível para quem quer.

Neste cenário de pessoas com capacidades sensacionais, encontramos o fotógrafo que não vê.  João Batista Maia da Silva perdeu a visão aos 28 anos, devido uma Uveite bilateral. Restou-lhe enxergar vultos e perceber cores. Nada mais. Porém sua persistência o fez um profissional de fotografia e será o único fotógrafo brasileiro com deficiência visual a cobrir os Jogos Paralímpicos, Rio 2016.

Nascido em Bom Jesus do Piauí, em 23/11/74, assim que perdeu a visão, João se envolveu com o Movimento paralímpico. Foi atleta de arremesso de peso e lançamento de dardo e disco, durante sete anos. “Isso me agregou muito. Deu a base de cada prova para saber a expressão do atleta, o que ele tem que fazer em determinada situação numa prova de 100, 400 e outras. Isso faz a diferença. Cada sentimento do atleta eu sei. O que importa pra mim é que em um dado momento da prova eu sei o que vou captar do atleta”, disse.

Depois, decidiu-se pela fotografia, fez o Curso Livre  de fotografia para  pessoas com deficiencia visual (2008 a 2012), no MAM (Museu de Arte Moderna) em São Paulo; Curso de fotografia para deficientes visuais (2015), na Pinacoteca do Estado de São Paulo (2015)

Com toda experiência, entrou para o projeto Mobigraphia em parceria com o fotógrafo cadeirante Vitor Wang, para clicar pelo celular os melhores momentos dos Jogos. “O celular me dá a possibilidade de configurar a câmera, obturador, diafragma, abertura, através de um talkback, editor de tela. Assim eu etiqueto balanço de branco, obturador. Na câmera não tem acessibilidade eu fotografo com o instinto mesmo”, explicou João. Mas a câmera de alta potência também é sua companheira, que com disparador automático ele consegue flagrar as provas de velocidade, por exemplo.

 

 

 

Fonte: Guia do Deficiente Brasil

victor  na cadeira e João com a bengala estão a caminho da area de imprensaImprensa: O lado de cá dos Jogos

Os eventos testes paralímpicos têm alcançado supremacia para os atletas. Todos eles, independentemente da deficiência têm saído muito satisfeitos com as estruturas físicas das áreas de competições, principalmente no que se diz respeito aos principais instrumentos de trabalho deles, no caso: piscinas, pistas e quadras.

“Tudo o que eu já vivi e experimentei aqui, realmente está aprovado. Eu que já estive em três edições dos Jogos e em outros eventos testes, realmente estamos aqui para testar e acertar. Com certeza o Brasil está no caminho certo. Quem vir para o Brasil vai poder experimentar não só as estruturas, mas, um calor humano singular”, comentou Terezinha Guilhermina, a cega mais veloz do país, ao sair da prova de 100 metros rasos ontem, 19, no Estádio João Havelange – o Engenhão no Rio de Janeiro, durante o Internacional Open Loterias Caixa de Atletismo Paralímpico.

O nadador paralímpico Daniel Dias, durante o Open de natação, em abril, também foi enfático ao dizer que, “ainda precisa terminar algumas coisas, evento teste é sempre para apontar as possíveis falhas, mas, quanto às estruturas, estamos com padrão internacional. A piscina excelente, ainda mais com essa vista que a gente tem aqui, o pessoal não tem lá fora”, afirmou.

Mas, qual a visão dos profissionais de imprensa, que têm alguma deficiência? Será um desafio? Embora os banheiros estejam adaptados, rampas de acesso e elevadores estejam muito bem instalados nos complexos esportivos, como será a participação deles na cobertura do evento?

os dois fotógrafos estão se posicionando na area de fotos

Os dois fotógrafos conhecendo a area reservada para captação de imagens

O repórter fotográfico Victor Wang pode nos dar um parecer sobre o assunto. “Quanto às estruturas físicas, tudo bem a gente até se vira. Pede ajuda e chega lá. Mas, na mídia em geral, as portas não estão totalmente abertas para nós. Pra você conseguir alguma coisa, algum freela ou emprego em algum veículo é difícil. Tem que ter muita indicação, tem que bater muito o martelo, tem que ter um networking bom, ou, não consegue nada”, disse.

Segundo ele, o que acontece hoje em dia é que ao invés de se contratar um freela ou pessoa que tenha conhecimento no assunto, porque vive a deficiência, “as mídias optam por material já pronto, dos órgãos oficiais do evento. E dão um ctrl C ctrl V”, ressalta o fotógrafo, dizendo que além da falta acessibilidade, falta bom senso. Será que é só um bom de pernas, que sabe trabalhar? Ao te olhar, eles já te descapacitam do teu conhecimento e da tua habilidade só por causa da cadeira. É a aparência, o que faz a diferença pro cara não me ouvir ou aceitar minhas ideias?”, questiona.

Mais uma vez, esbarra-se aqui nas barreiras atitudinais. Os profissionais “bons de pernas” ou “bons de olhos”, nem sempre têm conhecimento técnico essencial para uma boa matéria sobre o assunto. Não conhecem terminologias e nem categorias usadas nas classificações. Não têm a mesma visão para fazer o público entender o que está acontecendo ali. E ainda, salvo as exceções, nem fazem descrição das imagens para aquele que não vê. Só pude entender isso durante os Jogos de Londres, onde me deparei com um locutor cego da BBC, narrando uma partida de Goalball. Eu, com meus bons olhos não entendia “bolufas” do que estava acontecendo ali e ele com muita propriedade explicava tudo ao ouvinte em casa.

O encontro com Victor para esta pauta foi por acaso. Logo que cheguei na sala de imprensa do Engenhão dei de cara com ele, que estava acompanhando, quero dizer guiando o fotógrafo João Batista Maia da Silva, que tem baixa visão (enxerga vultos) e logo de cara, me veio a dúvida: Como será que ele fotografa sem ver? Pois bem, ele dá um show atrás das lentes. Ele é um dos únicos fotógrafos com deficiência visual que cobre eventos paralímpicos. Mas, o motivo da competência dele em estar ali ficou registrada logo no início da conversa: “antes de tudo eu quero agradecer a parceria com Victor Wang. Eu preciso de parceiro, uma pessoa que possa me falar que raia o atleta tá, que roupa ele está, porque eu tenho um resíduo visual, percebo cores e vultos eu consigo perceber onde o atleta está”, explicou.

Além da Câmera João usa o celular para fotografar e neste evento está fazendo freela para Mobigraphia. “O celular me dá a possibilidade de configurar a câmera, obturador, diafragma, abertura, através de um talkback, editor de tela. Assim eu etiqueto balanço de branco e outros parâmetros. Já na câmera não tem acessibilidade eu fotografo com o instinto mesmo”, explicou João.

Ele conta que foi atleta de arremesso de peso e lançamento de dardo e disco, durante sete anos. “Isso me agregou muito. Deu a base de cada prova para saber a expressão do atleta, o que ele tem que fazer em determinada situação numa prova de 100, 400 e outras. Isso faz a diferença. Cada sentimento do atleta eu sei. O que importa pra mim é que em um dado momento da prova eu sei o que vou captar do atleta”, disse.

O que os dois esperam é que “as coisas funcionem” durante os Jogos. “Em Londres sozinho eu não passei perrengue nenhum. Era tudo funcional. É um evento pra gente que tem deficiência então, nossa participação deveria ser primordial. E as portas deveriam se abrir mais”, conclui Wang.

 

 

Fonte: Guia do Deficiente