Aqui você encontra matérias e reportagens sobre João Maia em diversos veículos de comunicação.

Não há exagero em dizer que João Maia é um exemplo. A história de João é uma completa manifestação de arte, humanidade, convicção e vida. Acometido de uma doença, João se tornou deficiente visual aos 28 anos.

Mesmo sabendo de toda a readaptação que ele teria de passar e das dificuldades de vivência numa sociedade que engatinha quando o assunto é inclusão e acessibilidade, João tomou novas rédeas e rumou para sua independência. Mais que isso: João rompeu suas próprias expectativas, trouxe o melhor de si e dedicou-se ao sonho antigo de se tornar fotógrafo profissional.

Conseguiu e com muito êxito.

João não só se tornou profissional da imagem como foi o primeiro fotógrafo deficiente visual a registrar uma paralimpíada. Isso aconteceu nas Paralimpíadas do Rio, em 2016. Sua presença foi um sucesso absoluto e é claro que João já está pensando nas Paralimpíadas de Tóquio, em 2020.

Sua história tornou-se conhecida no mundo inteiro, e como faz questão de dizer, seus equipamentos são todos Canon.

João concedeu uma entrevista ao Canon College e falou sobre sua vida, carreira, técnica e inspiração. Confira.

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CANON COLLEGE João, quando foi e o que ocorreu para que você se tornasse deficiente visual?

JOÃO MAIA Eu me tornei deficiente visual em 2004, aos 28 anos. Isso ocorreu devido a uma uveíte bilateral, uma inflamação em alto grau que destrói todo o olho. Nesse caso, houve um descolamento de retina e perdi completamente a visão do meu olho direito. Já no olho esquerdo, tive uma lesão no nervo ótico, resultando em baixa visão. Enxergo apenas uma pequena relação de cores e muitos vultos.

 

CANON COLLEGE Qual foi o seu primeiro contato com a fotografia?

JOÃO MAIA Ainda enxergando, aos 14 anos, fazia um curso técnico de agropecuária na Escola Federal, e um professor havia ganhado um prêmio de fotografia. Isso me despertou e, então, comecei a fotografar meus colegas dessa época. O pessoal da escola percebeu meu interesse e começou a me chamar para fotografar os eventos internos, e foi aí que começou a minha paixão pela fotografia.

Em 2008, já deficiente visual, fiz um curso de fotografia especializado em deficientes visuais e aprendi e desenvolvi técnicas que me deram base para ser profissional.

 Atleta de quimono azul, mobilizando atleta de quimono branco no chão. (Foto: João Maia)

CANON COLLEGE Mesmo apaixonado por fotografia, após se tornar deficiente visual, que tipo de técnica você desenvolveu e como faz para fotografar?

JOÃO MAIA Sendo deficiente visual, fotografar para mim é uma experiência sensorial. Eu utilizo principalmente minha audição, olfato e tato. Como disse anteriormente, sou baixa-visão, tenho a percepção de vultos e cores através do olho esquerdo em até 1,5 m. Quanto mais contrastadas forem as cores, melhor para mim. São esses vultos que uso como base.

Toda vez que fotografo, preciso do auxílio de alguém. Usando os esportes olímpicos como exemplo, mais especificamente o atletismo, o assistente irá me dizer o nome do atleta, a posição na raia, a descrição da roupa do atleta etc. A partir daí, é tudo sensorial. Utilizo os sentidos, me localizo e faço os cliques.

Também confio muito na tecnologia da câmera que utilizo. O foco automático, por exemplo, é muito importante para meu trabalho. É necessário ter um foco preciso e rápido para conseguir fazer minhas fotos, e tenho isso nas câmeras Canon.

Utilizo muito o modo esporte que é totalmente automatizado. Quando o ambiente me propicia a trabalhar de forma um pouco mais persoinalizada, utilizo também os modos Tv (prioridade de obturador) e Av (prioridade de abertura).

Também trabalho muito com o autoco AI SERVO, aquele que automatiza o foco da câmera e acompanha o assunto escolhido. O AI SERVO é ótimo para quando o atleta tem movimentos muito rápidos. Sei qua a foto está em foco com o auxílio sonoro que vem do sistema de autofoco da câmera. A tecnologia da câmera me ajuda muito.

 

 4 atletas na pista de corrida, 2 estão com uma blusa azul e verde e óculos escuro , os 2 guias estão de blusas laranja, a dupla do lado esquerdo usa calça preta e a do lado direito short azul(Foto: João Maia)

CANON COLLEGE Como você se especializou na fotografia esportiva?

JOÃO MAIA Antes do início da deficiência, eu era atleta profissional. Disputei campeonatos e cheguei ao torneio nacional de atletismo. O esporte me abriu muitas portas. Foi através dele que ganhei uma bolsa e pude me formar em História e também tive acesso à fotografia. Eu disputava e também fotografava meus colegas.

Após me tornar deficiente visual, descobri, durante minha reabilitação, que poderia voltar a fotografar, mesmo dentro das novas condições. Tudo o que eu aprendia no curso colocava em prática fotografando atletas.

imagem na horizontal com 2 ciclistas em primeiro plano fazendo uma curva fechada, usando capacete vermelho e a de trás preto, maio azul escuro e número 506 pintado nos braços(Foto: João Maia)

CANON COLLEGE Como foi fotografar as Paralimpíadas do Rio e ser o primeiro fotógrafo deficiente a fazer esse registro?

JOÃO MAIA Para mim, foi uma grande honra, pois, de toda a imprensa, o único deficiente visual era eu.

Eu sabia da responsabilidade e, quando cheguei às Paralimpíadas, pensei que seria invisível, mas, logo no segundo dia, um jornalista da AFP, agência francesa de notícias, quis me conhecer, saber do meu trabalho e passou o dia comigo. Esse conteúdo foi divulgado para vários países e em muitos idiomas. Dessa forma, as pessoas foram me conhecendo.

Nesse mesmo dia, tive a chance de fotografar uma atleta francesa no salto. Ela bateu o recorde, e eu consegui registrar algumas fotos enquanto explicava todo o processo ao jornalista também francês. No final, ele comprou minhas fotos e vendeu também para vários países.

A partir daí, não conseguia mais trabalhar, porque todo mundo queria saber quem era o fotógrafo deficiente visual que estava registrando os jogos com tanta sensibilidade. Dei muitas entrevistas e tive de trabalhar dobrado para atender todo mundo.

A minha primeira  grande reportagem nos jogos Paralimpicos Rio 2016, foi uma indicação  de pauta da grande repórter fotográfica: Ana Carolina Fernandes, também conhecida como Cula. Foi bem legal!

Em resumo, fotografar nos jogos foi algo indescritível. Tive a oportunidade de fotografar o futebol de 5, que é o futebol adaptado para deficientes visuais, no qual a bola possui um guizo para sonorizar sua posição. Foi incrível! A plateia toda em silêncio para não atrapalhar os jogadores que utilizam a audição para jogar, e eu pude acompanhar bem com minha câmera. O mesmo aconteceu com o golbol, um esporte criado para cegos.

Foi realmente incrível mostrar tudo isso com a minha sensibilidade, porque, no final, fotografia é isto: expressar sua sensibilidade

 imagem de um homem branco segurando uma bola azul. usando um oculos, um casaco cinza e vermelho, com uma calça preta. atrás um gol(Foto: João Maia)

CANON COLLEGE – Você tem outros temas fotográficos, além do esporte?

JOÃO MAIA – Sim, gosto muito de fotografar pessoas em retratos. É sempre bom experimentar novas áreas dentro da fotografia.

 foto de um menino  sorrindo com efeito preto e braco(Foto: João Maia)

CANON COLLEGE Quais equipamentos Canon você utiliza hoje?

JOÃO MAIA Tenho uma Canon EOS 70D, porque ela tem um foco bem preciso e rápido para esporte, uma lente EF 50 mm f/1.8 STM e a lente do kit, a EF-S 18-135 mm f/3.5-5.6. Além disso, tenho um tripé e um flash também Canon.

Em eventos grandes, como as Paralimpíadas, costumo alugar outras lentes. Gosto muito da EF 70-200 mm f/2.8 L USM e o meu sonho de consumo que é a EF 100-400 mm F/4.5-5.6L IS II USM.

A Canon está comigo desde meus primeiros passos na fotografia. Assim que me tornei deficiente e comecei o curso, um amigo, Edson, me deu de presente uma Rebel XS e depois conquistei a Canon EOS 70D, que é o meu xodó.

 foto de um atleta na areia com olhos vendados usa uma blusa vermelha(Foto: João Maia)

CANON COLLEGE Existem cursos de fotografia específicos para deficientes visuais?

JOÃO MAIA Sim, existem.

Em 2004, quando me tornei deficiente visual, um amigo me disse que havia um curso de fotografia para deficientes visuais e eu fiquei muito feliz, porque poderia voltar a um sonho antigo. Quando você se torna deficiente, pode vir a tristeza, a depressão… Com o curso, eu poderia voltar à fotografia.

Fiz o curso de Alfabetização Visual no Senac. É um curso livre que faz parte da própria graduação de fotografia. E é realmente uma troca. O curso tem uma metodologia própria e é bem legal.

Depois fiz um curso no MAM específico para deficientes visuais e, por fim, outro na Pinacoteca do Estado.

Eu acho que a gente não pode parar. A fotografia é viva, e a gente precisa aprender. Quanto mais você tem a troca, a experiência, melhor você aprende. Isso traz vivência e o trabalho fica melhor.


CANON COLLEGE
Qual mensagem você acha que seu trabalho deixa para as pessoas com ou sem deficiência?

JOÃO MAIA Eu acredito que todos somos capazes, deficientes ou não. Porque, acima de tudo, fotografia também é inclusão. Se estou tendo essa oportunidade de mostrar meu trabalho e estar inserido nesse mercado, isso significa inclusão, é oportunidade de trabalho. Isso é oportunidade de ter dignidade.

Quero mostrar que as pessoas com deficiência são capazes, muitas vezes, elas só precisam das ferramentas certas para produzir, para que possam ser verdadeiramente incluídas na sociedade e ter o respeito dos outros.

No Brasil, há mais de 6 milhões de pessoas com deficiência visual, por isso, quero dizer que elas são capazes. Quero que minha história mostre a elas que são capazes e que é possível alcançar os sonhos. Consegui um deles, que foi fotografar os Jogos Paralímpicos do Rio, mas já tenho um novo que é chegar a Tóquio em 2020. Essa é minha meta.

Meu desejo é que apareçam outros como eu, pois somos muito capazes.

 Prova natação: atleta aparece somente a cabeça e o braço levantado, usando touca na cor amarela e cor da pele parda. água na cor azul e arraia na cor vermelha. (Foto: João Maia)

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João Maia está empenhado para alcançar suas metas e chegar a Tóquio em 2020.

Para conhecer o trabalho de João Maia, acesse www.fotografiacega.com.br ou @joaomaiafotografo no Instagram e veja como o mundo e a fotografia podem ser inclusivos.

 

Fonte: Canon College

Imagem da tela do video do Globo News aonde a repórter é gravada por João Maia

Imagem da tela do video do Globo News aonde a repórter é gravada por João Maia

Fotógrafo cego vai cobrir a Paralimpíada

Assista o Vídeo clicando aqui

imagem do Fotografo João Maia sentado de costas para um painel azul olhando no visor da câmera profissional com uma lente fixa de 300 mm da série branca da Canon . João usa camiseta verde e colete de imprensa marrom

Ο τυφλός φωτογράφος που «στιγμάτισε» τους Παραολυμπιακούς [εικόνες & βίντεο]

João Maia trabalhando no Rio2016 sentado de costas para um painel azul olhando no visor da câmera profissional com uma lente fixa de 300 mm da série branca da Canon . João usa camiseta verde e colete de imprensa marrom.
João maia trabalhando nos jogos palimpicos de fone e celular na mão

A razão de João Maia do Brasil, ex-carteiro e agora um fotógrafo de profissão, natural de São Paulo . O João Maia após uma infecção provocada por inflamação na idade de 28 anos perdeu a visão, para que eles não têm a oportunidade de se destacar um pouco, vendo apenas certas formas e cores.

 

No entanto, alguns anos mais tarde, a 41 anos de idade brasileiro conseguiu fazer a realidade seu sonho e estar para os instantâneos dos Jogos Paraolímpicos no Rio, já que a lente fotográfica capturada muitas imagens impressionantes a partir dos esforços de atletas e não só.

Print do post no perfil do João Maia no Instagram, Discrição da imagem pra cego ver: Entrevista para o jornal do SBT, à direita a repórter cor de pele parda, cabelos lisos amarrados, trajando uma camisa polo preta e calça rosa pink com uma mochila vermelha em suas costas, usando também óculos escuro, carregando em suas mão o microfone da emissora. A esquerda o repórter cinematográfico, cor de pele branca, cabelos grisalhos trajando uma camisa polo preta, calça jeans preta carregando em suas mão uma câmera de vídeo, todos com expressão de felicidade.

A descrição do mesmo chocante como gere as suas imagens não têm nada a invejar de um fotógrafo cuja visão não enfrenta um problema: “Nós precisamos ver para tirar fotos, meus olhos estão no meu coração”, observa disarmingly a 41 anos de idade e acrescenta: “Quando estou perto o suficiente se sentir batimentos cardíacos dos corredores, seus passos, então estou pronto para tirar a foto.”

Print do post no perfil do João Maia no Instagram. Discrição da imagem pra cego ver: Selfie com apresentadora @kiyomifujiwara a esquerda cor da pele parda com cabelos pretos longos e liso expressando felicidade ao meio eu @joaomaiafotografo cor de pele escura trajando uma camisa polo branca com símbolo Paralímpico, sorrindo à direita repórter cinematográfico Jorge Ventura, cor de pele morena expressando felicidade, trajando camiseta preta e boné preto na gravação da reportagem para o programa Sport Life Heros da TV Fuji Television.

“A foto é a sensibilidade. Eu acho que é ótimo que eu sou capaz de mostrar como eles percebem o mundo, como eu ver e sentir “, diz o fotógrafo brasileiro.

O fotógrafo de 41 anos usando um smartphone com uma câmera poderosa em contraste com a câmera tradicional, usar o som como referência e ponto de percepção de quando você precisa puxar a imagem: “Não é apenas energia que eu quero capturar, e intimidade “, conclui.

Print do perfil do João maia no instagram. Descrição da imagem pracegover: imagem na horizontal com ciclista em primeiro plano fazendo uma curva fechada, usando capacete azul e branco, camiseta predominantemente branca com manga curta azul escuro e número 56 prezo nas costas, bermuda preta, sapatilha verde bem claro e detalhes escuros, quadro da bicicleta predominantemente vermelho com detalhes pretos e amarelos.

Infelizmente, a 41 anos de idade pode admirar o resultado de seu trabalho certamente irá invejar os melhores fotógrafos do mundo que compensa totalmente. O João Maia também observa que quer tornar-se ainda melhor e para assistir e Japão 2020 Jogos Paraolímpicos.

Print do perfil do João Maia no instagram. Descrição #pracegover No primeiro plano,bola de goolbol azul flutuando em alta velocidade, à frente do jogador. Cor da pele morena, cabelos pretos, vestindo uniforme na cor vermelha, com calças pretas , em posição de ataque agachado com a perna direita levantada e o braço direito à frente fazendo o movimento de lançamento da bola. Ao fundo arquibancada com os torcedores e ao lado direito da imagem a trave.

Print do perfil do João Maia no instagram Descrição #pracegover Eu com Gustavo Altman, João Pedro Soares e Natália Belizário, três integrantes do projeto social "Jornal Paralimpico" . Eu vestindo colete bege com um deles a esquerdo da imagem e os outros dois a direita. Os três estão com camiseta azul com nome do projeto no peito.

Print do perfil do João Maia no intagram Descrição para cego ver: Símbolo dos jogos paralímpicos conto por um ângulo diferente, onde mostra como se fosse no formato de um cone. Símbolo na cor laranja bem vivo, localizado ao centro da imagem, apoiado no chão de cor verde, e sobra do símbolo projetada. Ao lado direito da imagem na parte inferior bancos de madeira na cor amarela. Ao fundo os prédios de alojamentos dos atletas e delegações paralímpicos de todos os países participantes.

Print do post do João Maia no instagram Descrição #paracegover Atleta correndo da esquerda para direita, com prótese nas duas pernas, vestindo roupa de competição azul e usando um boné também na cor azul. Cor de pele clara e cabelos loiros, com o número 203 pintado no braço direito. Ao fundo estão as divisórias de proteção do circuito em verde claro e prédios no último plano.

 

https://www.youtube.com/watch?v=wevRAXV-Zws

Fonte: iefimerida

João Maia segurando uma câmera canon de blusa branca da FEDERAÇÃO PAULISTA DESPOSTOS PARA CEGOS no centro paralímpico São Paulo

João Maia segurando uma câmera canon de blusa branca da FEDERAÇÃO PAULISTA DESPOSTOS PARA CEGOS no centro paralímpico São Paulo

O repórter cego que fotografa os Paralímpicos

Repórter fotográfico invisual é mais um exemplo de superação no evento. “Não preciso de ver, tenho os olhos do coração”, explica

João Maia traz “o olhar do deficiente” para a cobertura mediática dos Jogos Paralímpicos. Numa competição marcada pelos exemplos de integração e superação no campo desportivo, um ex-atleta invisual que se converteu em fotojornalista tornou-se um ícone fora de campo. “Não preciso de ver para fotografar, tenho os olhos do coração”, resume o fotógrafo brasileiro.

João, de 41 anos, faz “fotografias cegas”, por instinto, guiando-se pelos outros sentidos. “Só consigo ver vultos e cores fortes, a até um metro de distância. Daí para a frente, só vejo chuviscos”, descreve, citado pela imprensa brasileira. O facto de ter perdido a visão aos 28 anos, devido a uma inflamação ocular, não o impediu descobrir a paixão pela fotografia. E chegou ao Rio como parte do projeto Superação 2016, do grupo mObgraphia (movimento que estimula a arte fotográfica e visual produzida em plataformas como telemóveis e tablets). Para fotografar, usa uma câmara profissional, conetada a um telemóvel com comandos de voz, e trabalha acompanhado por um guia, que o ajuda a definir o enquadramento.

“Sem eles [os guias Ricardo Rojas e Leonardo Eroico, do mObgraphia] não poderia fazer nada. São eles que me ajudam com a edição e que publicam as fotos nas redes sociais [conta de Instagram: joaomaiafotografo”, explica o fotógrafo. No entanto, o domínio do ofício é mesmo dele, conduzido pelo instinto. “Quando estou perto, sinto até o pulsar do coração dos corredores, os passos, e estou pronto para o disparo”, conta João Maia, explicando que também se deixa guiar pelas reações do público. “O barulho que eles fazem é indescritível, sensacional, para quem é deficiente visual e tem audição apurada”, nota.

Com o seu trabalho, João Maia diz querer partilhar o “olhar do deficiente” sobre um dos maiores eventos desportivos mundiais: “é maravilhoso poder mostrar como percebo o mundo, como o “vejo””. Para ele, estar nos Jogos Paralímpicos é”uma experiência sensorial e sonora incrível”.

Ao chegar ao Rio 2016 como fotógrafo, João Maia cumpriu o sonho que não conseguira realizar como atleta. O brasileiro foi praticante de atletismo (lançamento de peso, dardo e disco). Mas acabou a viver os primeiros Jogos organizados pelo seu país… do lado de fora do terreno de competição. “Não entrei na equipa. O nível é muito alto. Mas o desporto é tudo para mim e, agora, sigo tudo com a câmara”, diz João, que antes de cegar era carteiro dos Correios brasileiros (agora está reformado por invalidez).

“Não gosto que as pessoas me vejam como um ceguinho ou coitadinho. Gosto quando elas me veem como o fotógrafo João Maia”, conclui o repórter mais emblemático destes Jogos Paralímpicos. E, agora, que essa prova parece superada, o próximo objetivo do brasileiro é marcar presença em Tóquio 2020.

Mais dois diplomas para Portugal

Ora, Tóquio 2020 é já ao virar da esquina. Hoje, conclui-se 15.ª edição dos Jogos Paralímpicos (cerimónia de encerramento com transmissão na RTP, a partir das 23.55). E para o último dia de provas está guardada a entrada em cena de três portugueses no atletismo: Gabriel Macchi e Jorge Pina na maratona T12 (para deficientes visuais) e Manuel Mendes na maratona T46 (para amputados dos membros superiores).

Ontem, houve mais duas despedidas com direito a diploma, para a missão portuguesa (que conquistou três medalhas de bronze no Rio 2016 – uma no atletismo e duas no boccia): Carolina Duarte ficou em 7.º lugar na final de 400 metros T13 e Hélder Mestre foi 8.º na de 400 metros T51. Nas outras participações do dia, o nadador David Carreira acabou as eliminatórias de 200 metros estilos SM8 na 13.ª posição e o atleta Luís Gonçalves terminou no 7.º posto a meia-final de 200 metros T12, falhando a final.

 

 

Fonte: Diário de Notícia

Imagem na horizontal , retrato de meio corpo, fazendo a leitura da esquerda para direita, jornalista vestindo camiseta polo azul, ao meio eu com colete beje sobre camisa polo vermelha segurando duas câmeras profissionais e à direita, fotógrafo com colete verde aberto sobre camisa polo preta. Ao fundo, parede com a logomarca dos jogos Rio 2016, nas cores verde escuro, verde claro, azul e branco.

The blind photographer who covered the Paralympics

 

An inflammation of the eye called uveitis left Joao Maia da Silva almost completely blind at 28-years-old, but could not stop him from becoming a photographer and fulfilling his dream of covering the Paralympic Games.

In 2003, the Brazilian took part in a photography course for visually impaired people. That started a career that reached its peak earlier this September when he covered Rio 2016 and became internationally known for his striking talent.

“I might have lost the physical vision but acquired the emotion and the sensitivity, both also indispensables to be a photographer,” he said.

“I can see the world through the camera lenses and want to tell stories through photography.”

Da Silva could be seen at every venue with photographer Ricardo Rojas, who describes to him the environment he will be shooting in.

“Once I know well how the conditions are, I appeal to all my five senses, especially hearing, to start taking photos,” he explained.

“I especially like football 5-a-side because people have to remain in silence and I can follow the ball´s and players´ sounds.”

The 41-year-old was an athlete, competing in javelin and shot put in regional events, where he used to take the camera to start shooting once his events were over.

“I started with sports and photography more or less at the same time. And I had the chance to take photos at the same events I used to take part in. So I was both an athlete and a photographer,” he said.

The Rio 2016 Paralympic Games was the biggest event he has ever shot, but the Brazilian is far from feeling satisfied and seeks to keep learning and attending Para sport competitions.

“I was so happy in Rio, learning from some of the world´s best photographers. There are so many excellent professionals,” he said.

“You should never say ´I know´ because there is always something new to discover and photography is about constant learning.

“I actually believe photography is about light, knowledge and opportunity. Light because it guides me, knowledge because you need to learn something new every day and opportunity like the one I had to cover the world´s biggest Para sport event.”

 

 

 

Fonte: Paralympic Games

Após entrevista para o jornal do SBT, à direita a repórter cor de pele parda, cabelos lisos amarrados, trajando uma camisa polo preta e calça rosa pink com uma mochila vermelha em suas costas, usando também óculos escuro, carregando em suas mão o microfone da emissora. A esquerda o repórter cinematográfico, cor de pele branca, cabelos grisalhos trajando uma camisa polo preta, calça jeans preta carregando em suas mão uma câmera de vídeo, todos com expressão de felicidade.

Câu chuyện cảm động về nhiếp ảnh gia khiếm thị tác nghiệp ở Paralympic

Khả năng nhìn hạn chế khiến Joao Maia không thể tác nghiệp như một nhiếp ảnh gia bình thường. Anh thường phải đứng rất gần các VĐV và sử dụng mọi giác quan để cảm nhận

Có hàng trăm nhiếp ảnh tác nghiệp ở Paralympic Rio 2016, nhưng không ai giống Joao Maia. Người đàn ông Brazil bị mất gần như hoàn toàn thị lực, chỉ nhìn được một vài màu sắc và hình khối ở gần. Tuy nhiên, điều này không thể ngăn cản đam mê cháy bỏng với nhiếp ảnh của anh.

Após entrevista para o jornal do SBT, à direita a repórter cor de pele parda, cabelos lisos amarrados, trajando uma camisa polo preta e calça rosa pink com uma mochila vermelha em suas costas, usando também óculos escuro, carregando em suas mão o microfone da emissora. A esquerda o repórter cinematográfico, cor de pele branca, cabelos grisalhos trajando uma camisa polo preta, calça jeans preta carregando em suas mão uma câmera de vídeo, todos com expressão de felicidade.

Joao Maia (phải) chụp ảnh lưu niệm cùng các đồng nghiệp ở Paralympic Rio 2016.

“Bạn không cần thiết phải nhìn để chụp ảnh. Đôi mắt nằm ở trong trái tim tôi. Nhiếp ảnh chính là cảm xúc. Thật tuyệt diệu khi bạn có thể lưu giữ lại những cảm xúc của mình với thế giới xung quanh”, Maia chia sẻ với AFP.

Crachá José Maia

Thẻ tác nghiệp của Joao Maia.

Sau khi bị nhiễm trùng dẫn tới khiếm thị vào năm 28 tuổi, Joao Maia bắt đầu học đọc chữ Braille rồi đến nhiếp ảnh. Khi đã thành thục, Joao Maia chuyển sang chụp ảnh bằng điện thoại.

Khả năng nhìn hạn chế khiến Joao Maia không thể tác nghiệp như một nhiếp ảnh gia bình thường. Anh thường phải đứng rất gần các VĐV và sử dụng mọi giác quan để cảm nhận: “Khi tới gần, tôi có thể cảm nhận được nhịp tim cũng như các bước di chuyển của họ, sau đó sẽ bấm máy. Tiếng ồn và khoảng cách xa sẽ khiến công việc này khó khăn hơn”.

Atleta do futebol de cinco Ricardinho. Atleta cor da pele branca, trajando camisa preta e amarela com uma regata amarela por cima, short azul com um meião verde e chuteira cinza com branco usando também uma joelheira preta e uma viseira branca, com seu pé esquerdo apoiado na bola de cor branca e vermelha. Em segundo seis atletas de costas em uma grama verde sintética.

Nhiếp ảnh gia đặc biệt này thường phải đứng rất gần các VĐV.

Foto na horizontal dois atletas da seleção Brasileira de atletismo paralímpico. DISCRIÇÃO DOS ATLETAS: Atleta da direta; Cor de pele parda, trajando uma regada de cor azul e verde com short verde com uma expressão de felicidade. Atleta da esquerda; Cor de pele negra, trajando uma regata de cor azul e verde com um short azul com expressão de felicidade.

Ở Paralympic, Joao Maia được rất nhiều đồng nghiệp yêu mến và cảm phục. Ai cũng muốn chụp hình lưu niệm với nhiếp ảnh gia đặc biệt này. Một số người còn giúp Joao Maia lập tài khoản Instagram và đăng tải những tác phẩm của anh. “Nếu không có họ, tôi không thể làm được những điều này. Họ còn giúp tôi chỉnh ảnh nữa cơ đấy”, nhiếp ảnh gia 41 tuổi cho hay.

Selfie com apresentadora @kiyomifujiwara a esquerda cor da pele parda com cabelos pretos longos e liso expressando felicidade ao meio eu @joaomaiafotografo cor de pele escura trajando uma camisa polo branca com símbolo Paralímpico, sorrindo à direita repórter cinematográfico Jorge Ventura, cor de pele morena expressando felicidade, trajando camiseta preta e boné preto na gravação da reportagem para o programa Sport Life Heros da TV Fuji Television

Joao Maia được các đồng nghiệp vô cùng quý mến.

Một số tác phẩm được Joao Maia đăng tải trên Instagram:

Dia chuvoso do evento teste no Engenhão
Três atletas em movimento de corrida, com sua imagens refletidas em um espelho d'Água com da pista vermelha e o céu azul.
nadador sendo na piscina antes da prova
menina torcedora com os braços dobrados em cima da bandeira do Brasil
Foto do maracanã cheio no dia da abertura dos jogos paraolímpicos
Foto feita na prova de triatlo para deficiente visual. Vindo da direita para esquerda, atletas mulheres em uma bicicleta de dois lugares na cor azul, com a roda dianteira raiada e a traseira fechada com tampão corta vento na cor preta. A atleta que guia a bicicleta tem pele bronzeada, veste maiô vermelho e amarelo e usa capacete branco. A atleta sentada atrás tem pele muito branca, veste maiô da mesma cor da companheira e capacete nas cores vermelho e amarelo. Delimitando o traçado do circuito existem divisórias plásticas na cor verde claro e ao fundo estão os prédios da orla de Copacabana.
No primeiro plano,bola de goolbol azul flutuando em alta velocidade, à frente do jogador. Cor da pele morena, cabelos pretos, vestindo uniforme na cor vermelha, com calças pretas , em posição de ataque agachado com a perna direita levantada e o braço direito à frente fazendo o movimento de lançamento da bola. Ao fundo arquibancada com os torcedores e ao lado direito da imagem a trave.
Atleta da modalidade de triathlon , com prótese na perna esquerda , pedalando na prova de ciclismo no percurso de corrida com o piso azul bem forte , lodo atrás da bicicleta uma placa baixa nos tons de verde divide as pistas de corrida. Ao fundo uma grade divide a área onde o público assiste e torce para os competidores.
Queima de fogos da festa de cerimônia de encerramento dos jogos paralímpicos do Rio2016. Nas cores amarela e branco, no segundo plano no céu carregado de nuvens escuras.
Foto do rosto de João maia de lado atrás da câmera canon

La historia del fotógrafo ciego que cubrió los Juegos Paralímpicos

 Foto do rosto de João maia de lado atrás da câmera canon

Joao Maia se convirtió en el primer profesional no vidente en cubrir un evento deportivo de este tipo. “Mis ojos están en el corazón”, explica.
BRASIL.- Los Juegos Paralímpicos que finalizaron el pasado domingo, dejaron conmovedoras y extraordinarias historias de vida.
Una de ellas es la Joao Maia, un fotografo no vidente, que cubrió el evento y fue muy elogiado por su talento a la hora de inmortalizar a los atletas que participaron de la competencia.
“Cuando estoy lo suficientemente cerca siento los latidos del corazón de los corredores, sus pasos y entonces estoy listo para hacer la fotografía”, explica este hombre de 41 años, que perdió la vista a los 28, luego de que un infección afectara la úvea de sus ojos, seún informa ‘The Independent’.
Desde entonces solo percibe bultos y colores vivos a distancias muy cortas. De esta forma, se apoya en su sentido auditivo para captar los momentos con su cámara.
El braileño explica que cuenta con la ayuda de dos personas a las que llama “mis ojos prestados”. Ellos son Leonard Eroico y Ricardo Rojas, creadores de un proyecto centrado en captar el arte visual con teléfonos móviles. Cuando no se encuentra cerca de éstos, Maia ejercita su profesión utilizando un teléfono móvil con cámara de gran alcance y una aplicación que le ofrece informaciones por voz al tocar la pantalla.
“La fotografía tiene que ver con la sensibilidad. Creo que es maravilloso ser capaz de mostrar cómo percibo el mundo, cómo lo veo y cómo lo siento”, cuenta Maia, que asegura que “no se necesita ver para tomar fotografías” ya que sus ojos “están en su corazón”.

BRASIL.- Los Juegos Paralímpicos que finalizaron el domingo, dejaron conmovedoras y extraordinarias historias de vida.

Una de ellas es la Joao Maia, un fotógrafo no vidente que cubrió el evento y fue muy elogiado por su talento a la hora de inmortalizar a los atletas que participaron de la competencia.

“Cuando estoy lo suficientemente cerca siento los latidos del corazón de los corredores, sus pasos y entonces estoy listo para hacer la fotografía”, explica este hombre de 41 años, que perdió la vista a los 28, luego de que un infección afectara la úvea de sus ojos, según informa ‘The Independent’.

Desde entonces solo percibe bultos y colores vivos a distancias muy cortas. De esta forma, se apoya en su sentido auditivo para captar los momentos con su cámara.

 

El braileño explica que cuenta con la ayuda de dos personas a las que llama “mis ojos prestados”. Ellos son Leonard Eroico y Ricardo Rojas, creadores de un proyecto centrado en captar el arte visual con teléfonos móviles. Cuando no se encuentra cerca de éstos, Maia ejercita su profesión utilizando un celular con cámara de gran alcance y una aplicación que le ofrece informaciones por voz al tocar la pantalla.

“La fotografía tiene que ver con la sensibilidad. Creo que es maravilloso ser capaz de mostrar cómo percibo el mundo, cómo lo veo y cómo lo siento”, cuenta Maia, que asegura que “no se necesita ver para tomar fotografías” ya que sus ojos “están en su corazón”.

João Maria trabalhando como fotografo nos jogos paralímpicos de blusa vermelha e colete marrom.

Joao Maia Da Silva, el fotógrafo ciego que cubrió los Juegos Paralímpicos

João Maria trabalhando como fotografo nos jogos paralímpicos de blusa vermelha e colete marrom.

El brasileño, de 41 años, perdió la visión casi por completo a los 28 por una uveítis, una enfermedad inflamatoria que le afectó ambos ojos. | EFE

“No necesito ver para fotografiar, tengo los ojos del corazón”, afirmó el brasileño que rompió paradigmas durante el evento deportivo en Río.

Una máxima de la fotografía reza que una cámara buena no es sinónimo de fotos buenas, porque la calidad depende de los ojos del profesional, pero este axioma fue triturado en pedazos cuando el brasileño João Maia se convirtió en el primer fotógrafo ciego que cubrío unos Juegos Paralímpicos.

“La fotografía es sentir, usar tus sentidos, como la audición, y tener sensibilidad por encima de todo”, comentó Maia a Efe mientras preparaba su cámara para tomar imágenes de un partido de golbol durante los Juegos Paralímpicos que se celebran en Río de Janeiro.

Respaldo. Maia asegura que recibe el calor y el respeto de sus colegas de la prensa y afirma que muchos fotógrafos le han dicho estos días que él les “cambió la visión” acerca de su profesión.

El brasileño, ahora con 41 años, perdió la visión casi por completo a los 28 por una uveítis, una enfermedad inflamatoria que le afectó ambos ojos.

 João maria com segurando a camera na frente do rosto

Frustación. Explica que todavía puede percibir bultos y colores vivos a distancias muy cortas, a alrededor de un metro y también en el visor de su cámara. Sin embargo, Maia no es capaz de ver el resultado de su trabajo, algo que asegura que no le frustra. “Una vez que hago una foto, ya no es mía, sino del mundo”, dice.

Para cubrir un complejo evento deportivo como los Juegos Paralímpicos, recibió ayuda de su colega Ricardo Rojas, quien también fue su descubridor y le fichó para el proyecto Mobografia, una web de arte visual captada con teléfonos móviles y que lo acreditó para los Juegos. “Ricardo es mi guía, es igual a los atletas deficientes, que tienen guía. Él me dice cómo está el deportista y me describe el ambiente”, relata.

Preparación. La tarea es más fácil cuando fotografía deportes en los que el público está obligado a permanecer en silencio, como el golbol y el fútbol de cinco jugadores. En esas ocasiones tiene la misma ventaja que los jugadores y puede escuchar el cascabel que lleva el balón y anticiparse a las jugadas.

Usó una cámara profesional, pero se sirve apenas de una lente de 50 milímetros, la distancia focal que, según los fotógrafos, es más parecida a la visión humana, ya que no puede costearse los caros teleobjetivos que usan sus colegas de profesión. Como no tenía a su guía al lado, ejercitó su profesión con un teléfono móvil y una aplicación que le da informaciones por voz al tocar la pantalla, para saber dónde está el objeto que pretende captar.

 

Reconocimiento. A raíz de su participación en los Paralímpicos, João se ha convertido en una celebridad en Brasil y en especial en el mundillo de la fotografía.Antes tenía unos cientos de seguidores en su cuenta de Instagram y ahora pasa de 5.000; también perdió la cuenta de las entrevistas que ha concedido.

Espera que todo este reconocimiento se traduzca en llamadas telefónicas una vez que acabe el evento deportivo, para conseguir empleo relacionado con la profesión que ama. EFE

 

 

 

Fonte: Capital

Após entrevista para o jornal do SBT, à direita a repórter cor de pele parda, cabelos lisos amarrados, trajando uma camisa polo preta e calça rosa pink com uma mochila vermelha em suas costas, usando também óculos escuro, carregando em suas mão o microfone da emissora. A esquerda o repórter cinematográfico, cor de pele branca, cabelos grisalhos trajando uma camisa polo preta, calça jeans preta carregando em suas mão uma câmera de vídeo, todos com expressão de felicidade.

KISAH INSPIRATIF
Pria Tunanetra Jadi Fotografer Resmi Paralympic 2016

Após entrevista para o jornal do SBT, à direita a repórter cor de pele parda, cabelos lisos amarrados, trajando uma camisa polo preta e calça rosa pink com uma mochila vermelha em suas costas, usando também óculos escuro, carregando em suas mão o microfone da emissora. A esquerda o repórter cinematográfico, cor de pele branca, cabelos grisalhos trajando uma camisa polo preta, calça jeans preta carregando em suas mão uma câmera de vídeo, todos com expressão de felicidade.

Joao Maia (tengah) fotografer penyandang tuna netra Paralympic Games 2016 (Instagram Joaomaiafotografo)

Solopos.com, RIO DE JANEIRO – Kompetisi olahraga internasional untuk penyandang disabilitas Paralympic Games 2016 mengurai cerita unik. Selain atletnya yang menyandang disabilitas, salah satu fotografer yang meliput acara itu juga seorang difabel tunanetra dengan kemampuan mengagumkan.

Joao Maia, 41, fotografer resmi Paralympic Games 2016 yang merupakan penyandang disabilitas tunanetra. Joao masuk dalam kategori tunanetra low vision, atau tidak buta total.

Mantan tukang pos dari Sao Paulo, Brasil, itu kehilangan penglihatannya di usia 28 karena radang di bola mata. Kini Joao Maia hanya bisa melihat beberapa bentuk dan warna jika ia mendekatkan mata pada objek.

Di sela-sela kesibukan belajar huruf braile, Joao mengembangkan ketertarikan di dunia fotografi. Ia merasa fotografi memberikan kesempatan pada dirinya untuk membuktikan talentanya pada dunia. Meskipun penyandang tuna netra, ia bisa menjadi apa yang ia inginkan.

Dilansir Hufftingtonpost, Jumat (16/9/2016), Joao adalah fotografer Paralympic pertama yang menyandang tunanetra.

“Kalian tidak perlu melihat untuk mengambil foto. Mataku adalah hatiku,” ungkap Joao.

Selama meliput Paralympic Games, 7-18 September 2016, Joao Maia, meminta bantuan orang disekitarnya. Ia butuh deskripsi mengenai atlet yang sedang berlaga. Setelah itu Joao mencari kontras warna yang bisa ia tangkap, kemudian foto mulai diambil.

“Saat saya cukup dekat, saya bisa merasakan langkah kaki dan detak jantung para atletnya, momen itulah saya mengambil foto,” jelas Joao Maia.

Joao Maia juga mendapat bantuan dalam menyunting foto dan mengunggah foto-foto miliknya melalui akun Instagram Joaomaiafotografo.

(Muhammad Rizal Fikri/JIBI/Solopos.com)

 

 

 

Fonte: Solopos

Foto de João Maia de frente com blusa azul escura e colete marrom

Takto fotí nevidomý fotograf. Orientuje sa podľa krokov a tepu srdca

Foto de lado do rosto de João Maia

Nielen športovci na paraolympiáde dávajú zdravým ľuďom možnosť spoznať ich pohľad na svet. Brazílsky fotograf Joao Maia má síce zrakové postihnutie, jeho snímky ale už stihli obletieť svet a jeho príbeh symbolizuje ducha paraolympiády. Je to prvý nevidiaci fotograf paraolympijských hier, píšuLidovky.cz.

Maia sprevádza aj dvojica asistentov, ktorí mu pomáhajú v orientácii po štadiónoch. “Keď sú blízko, započúvam sa do tlkotu srdca atlétov a zvuku ich krokov. Vtedy som pripravený fotiť. Ale väčšie vzdialenosti a príliš veľa zvukov sú pre mňa zložité, ” priznal fotograf servera Firstpost.

Štyridsaťjedenročný Joao Maia pred trinástimi rokmi oslepol po zápale uveálneho traktu. Bola to pre neho veľká rana, pretože od detstva miloval fotografovanie a bál sa, že sa bude musieť vzdať svojho koníčka. Dnes je síce schopný iba rozoznávať prostredia na vzdialenosť jedného metra, našiel ale spôsob, ako svoje postihnutie prekonať. “Môj život je veľká olejomaľba,” hovorí.

Ďalej robí to, čo ho baví. Maia v súčasnosti pracuje ako fotograf na paraolympiáde v Rio de Janeire a jeho fotografie sú, čo do výpovednej hodnoty, porovnateľné s tými od zdravých profesionálov. Pri práci sa pýta ľudí, ktorí sú blízko, aby mu popísali atmosféru miesta, ako vyzerá atlét a akú farbu má jeho dres. “To, na čom mi záleží, je kontrast farieb. Farby a zvuky mi udávajú smer,” hovorí Maio.

Joao Maia nechce len zaznamenávať momenty ako ostatní fotografi. Podľa vlastných slov chce ukázať, ako človek so zrakovým postihnutím vidí svet. Podobne ako športovci na paraolympiáde, aj on reprezentuje ľudí s postihnutím. “Nepotrebujete oči, aby ste fotili. Oči nosím vo svojom srdci,” dodáva.

 

 

Fonte: HNonline