Quem Sou Eu

Sou João Batista Maia da Silva, deficiente visual com baixa visão. Minha visão é como uma fotografia desfocada, borrada. Assim vejo o mundo, mas a minha paixão é tão grande pela fotografia que me tornei fotógrafo.

Minha vida é um grande quadro de aquarela e vou pintando esse quadro com os meus clicks.

Por que Eu Faço Isso

Fui atleta de arremesso de peso e lançamento de dardo e disco, durante sete anos. Isso me agregou muito. Deu a base de cada prova para saber a expressão do atleta, o que ele tem que fazer em determinada situação numa prova de 100, 400 e outras. Isso faz a diferença. Cada sentimento do atleta eu sei. O que importa pra mim é que, em um dado momento da prova, eu sei o que vou captar do atleta.

Como Eu Faço Isso

Mesmo com as minhas limitações visuais, consigo capturar as emoções de cada click que faço.  Sou fotógrafo e a minha fotografia é cega, pois uso a minha sensibilidade, os meus sentidos: audição, tato, olfato e minha baixa visão para construir minhas imagens.

9000

Pessoas felizes

12000

Hours of Work

5000

Fotos tiradas

25

Eventos registrados

Rio 2016

Os Jogos Paralímpicos tem um cenário completo não só de atletas com deficiência, mas, de profissionais técnicos, público e inclusive  profissionais de imprensa com deficiência. Pessoas que encontram no  evento o seu espaço, os seus heróis e suas oportunidades, que o mundo “sem deficiência” restringe. E o melhor de tudo isso é a competência que incomoda. Ao pensarmos que um atleta sem as duas pernas está a 2 segundos de diferença do tempo do melhor velocista do mundo Usain Bolt. Ou, que a mesatenista polonesa Natalia Partyka, de 24 anos, que nasceu sem a mão e parte do antebraço direito, é uma das dez atletas do mundo a combinar participações nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, vemos que tudo é possível para quem quer.

Por: Luciane Tonon – Jornalista

O Sonho me trouxe até aqui…

Neste cenário de pessoas com capacidades sensacionais, encontramos o fotógrafo que não vê.  João Batista Maia da Silva perdeu a visão aos 28 anos, devido a uma Uveíte bilateral. Restou-lhe enxergar vultos e perceber cores. Nada mais. Porém sua persistência o fez um profissional de fotografia, único fotógrafo brasileiro com deficiência visual a cobrir os Jogos Paralímpicos, Rio 2016.  Nascido em Bom Jesus do Piauí, assim que perdeu a visão, aos 28 anos, João se envolveu com o Movimento paralímpico. Foi atleta de arremesso de peso e lançamento de dardo e disco, durante sete anos. “Isso me agregou muito… ” (João Maia).

Por: Luciane Tonon – Jornalista